POETA & OFÍCIO
Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
O poeta tem como destino (obrigação), colocar as palavras em seus devidos lugares. A partir de então emerge uma lógica advinda do caos.
Um poeta verdadeiro, sofre para tornar agradável o inferno da confusão de letras, formadoras de palavras desordenadas.
Se ele, o poeta não se esforçar a ponto de conseguir tal intento, continua o purgatório do belo, do claro, do novo, da luz cintilante e divina, escondido na couraça do anonimato.
Ao lado do poeta, encontram-se as musas (anônimas), o pensamento inédito que servirá de base para os muitos que ainda virão na forma de versos, formando livros que transcendem o tempo.
O poeta vive uma vida diferente dos outros mortais, num mundo vivo de imagens que ainda se formarão e passarão pelo olhar e coração de muitas pessoas.
É duro e difícil o ofício de um poeta, mas em sua solidão e muitas vezes, timidez, ele ajuda na construção de um mundo que se forma a cada momento.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 27.08.2026. SÃO LUÍS-MA)


Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este blog só aceita comentários ou críticas que não ofendam a dignidade das pessoas.