Poeta Sertanejo
15 / 08 / 2026
Ainda me lembro de mãe varrendo seu terreiro, com uma vassoura de guanxuma não ficava um cisco no chão.
Depois limpava o coberto onde guardava o pilão.
Com capricho de tudo ela zelava, até mesmo do velho tacho, que quando pai matava um capado nós usava.
Suas panelas areadas, que de longe brilhava.
Suas roupas branquinhas estendidas no varal, que eram lavadas, lá nas águas do ribeirão, na sombra do bambuzal.
Bacia na cabeça, batedor era de tábua, mulher guerreira de uma época triunfal.
Vida cabocla, de um tempo sem progresso, onde o sucesso, estava na colheita do cafezal.
A família trabalhava unida, no mesmo ideal.
Enfrentando o cotidiano, ganhar um dinheirinho para pagar as contas, e comprar uma roupa nova no final do ano.
Tempos passados, lembranças, que vivo recordando.
E assim com muita alegria, a todas mães de família da época sigo homenageando.
Ao ler essa escrita de maneira tão bonita, no tempo elas também vão retornando.
Bom dia meu povoooooo
Um final de semana abençoado para todos vocês

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