quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Poeta Sertanejo - Lá fora já cantou o galo...


Poeta Sertanejo

05 / 08 / 2026

Lá fora já cantou o galo, na cocheira relinchou o cavalo.

Abro a janela e recebo a visita de um nobre canário.

Vejo lá distante no caminho, um boiadeiro que vai sozinho, seguindo seu calvário.

Na verde vegetação, se avista os pingos do orvalho.

O vento feito menino em plena brincadeira, sobre um vai e vem faz rangir a porteira.

João de barro caboclo trabalhador, mostrando que já acordou, está no pé do eito com sua companheira.

Sua casa está quase pronta, já chegou na comieira.


Sabiá por ser bom cantor, dá seu show lá no galho da laranjeira.

Uma folha seca conduzida pelo vento, perambula pelo terreiro.

Do café passando na hora, de longe se sente o cheiro.

Repetindo o processo, bate asas e canta o rei do terreiro.

Já se encontra no mato o cachorro perdigueiro.

Mas o velho sultão, mostrando ser campeão, não sai do meu lado por ser bom companheiro.

Isto é mesmo de fato, um simples relato, de um sertanejo roceiro


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