Poeta Sertanejo
06 / 08 / 2026
Meu amigo e companheiro, um dia fui menino brincando neste terreiro.
Montado no meu cavalo de pau, corria pra todo lado.
Mas aqui também fui homem, trabalhando no cafezal, enfrentando o serviço pesado.
Meu pai ia na frente, seus filhos iam atrás, família unida buscando um bom resultado.
Já me banhei naquele ribeirão, na correnteza aprendi a nadar.
Com um bisaco de pedras, estilingue no pescoço eu vivia caçar.
Na inocência de criança, quando uma ave perdia a vida, eu ficava a comemorar.
Porque o tiro certeiro e a pobre inocente veio ao solo tombar.
Coisa nunca mais faria, se no tempo eu pudesse voltar.
Naquele canto ficava o chiqueiro, do outro o galinheiro.
Que, o lagarto sorrateiro, de vez em quando vinha visitar.
Ali ficava o paiol, e as traias que papai gostava de usar.
No seu cavalo de lida quando ia passear.
Do outro lado o rancho, onde mãe o pilão acostumava guarda.
Tudo isso hoje é lembrança, que guardada no meu peito, também está.
Bom dia meu povoooooo
Um dia ricamente abençoado para todos vocês

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