sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Poeta Sertanejo - Meu canto é o grito do boiadeiro - 21 / 08 / 2026...


Poeta Sertanejo

21 / 08 / 2026

Sou filho e neto do sertão, nasci feito a semente no chão rachado.

Lugar onde o sol queima a pele, e a chuva sempre chega tarde, com seu recado.

Quando tudo já está pela seca judiado.

Meu berço foi a sombra do juazeiro, meu aconchego foi a noite de céu estrelado.

Meu canto é o grito do boiadeiro conduzindo na estrada seu gado.

Não nasci no luxo, nasci na lida sobre a poeira e a lama do alagado.


Me criei correndo atrás de bode, e capinando o milho plantado.

Aprendi com o vento a força da vida, de quem corre por todos os lados.

E com o rio seco a acreditar na fé por agrado.

Porque as dificuldades do campo, faz parte do homem com seu legado.

Hoje a cidade me chama, com luzes acesa e vaidade de uma vida agitada.

Mas recordo da pescaria no poço ingazeiro, e das noites estreladas.

Porque no peito ainda trago a simplicidade de uma vida passada.

De quem é raiz, mesmo hoje sendo folha do livro arrancada.

Sou filho e neto do sertão, e no meu destino, cada passo que dou é lembrança de uma longa jornada.

Bom dia meu povoooooo

Uma abençoada sexta-feira para todos vocês...


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