segunda-feira, 31 de agosto de 2026

ROSAS & VASOS por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


ROSAS & VASOS

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor



O tempo para quando

o vaso que abriga uma

roseira deixa de ser vaso;

quando a roseira frondosa

deixa de produzir rosas;

quando o espinho pontudo

deixa de ferir;

quando uma notícia é

recebida e tudo

cai das mãos;

quando não se tem

vontade de juntar os pedaços...

Chove em mim...

Oh! Mas quanta aridez

existe no jardim de Deus!

Eu me lembro:

o tempo era contínuo,

progressivo, eterno

– infinito!

Agora não é mais...

Oh! O que fiz?

Não sou mais vaso,

não abrigo roseira,

tampouco rosas

nem espinhos...

Sou a fatalidade,

um monte de areia

aliado a fragmentos

de nada...


(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 31.08.2026. SÃO LUÍS-MA).

 

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