Poeta Sertanejo
02 / 09/ 2026
Ao passar novamente pela estrada de terra, eu pude ver a beira do caminho.
Belas casas de caboclos, e lindas roseiras protegidas pelos espinhos.
E a abelha jataí no mourão da cerca de arame, e o amigo tiziu no talo do capim que cantava dando um pulinhos.
Senti o cheiro do mato lá na baixada, que protegia o pequeno riozinho.
Também avistei lá no alto da serra, uma saudade que acenava pra mim.
Fui passando de casa em casa, e onde passava a doce lembrança me acompanhava.
E montado no lombo da recordação, no tempo da infância aos poucos eu voltava.
Papai garra trabalhando lá no roçado, mamãe da casa cuidava.
O coberto do poço, e o velho paiol onde as tralhas ficavam.
O piquete das vacas leiteiras, e a velha porteira onde eu me balançava.
A casa tinha uma grande varanda, e uma cadeira onde meu pai sentava.
Ouvindo a voz silêncio, o seu paieiro ele ali tranquilo pitava.
No fundo da casa tinha uma lagoa, onde patos em brincadeira sobre as águas se deslizavam.
E assim aos poucos do meu passado eu recordava…
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês

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