O SISTEMA CONTINUA
Quem
pensa que, com a renúncia da governadora Roseana Sarney, o sistema
oligárquico instalado no Maranhão há meio século acabou, está enganado. A
estrutura montada pela família Sarney é muito forte e vai continuar. Os
governos ditos de oposição (José Reinaldo Tavares e Jackson Lago) não
conseguiram abolir do mapa a influência desse grupo amado por uns e
odiado por muitos, nos períodos em que estiveram à frente da
administração estadual. Com o fim dos mandatos de Roseana e do próprio
cacique José Sarney, é lógico que fica mais fácil para Flávio Dino
executar um projeto próprio, progressivo, desvinculado do poder paralelo
que a oligarquia vai tentar manter no estado.
Até aqui não surgiu um nome para liderar a oposição. No
Maranhão são poucos os que se dispõem a tomar essa posição. O governo
Flávio Dino, a ser empossado no dia 1° de janeiro de 2015, por exemplo,
já conta com a maioria dos 42 deputados estaduais e com significativo
apoio na bancada federal. O novo governador, portanto, vai navegar em
águas calmas pelo menos nos primeiros meses, período em que se dedicará
aos ajustes da máquina.
Ficar atento aos movimentos do quase ex-senador José Sarney, em
Brasília, para dificultar a liberação de recursos ao estado é mais do
que prudente e necessário. “O fim do ciclo oligárquico depende, neste
momento de organização, mobilização popular e de firmeza do novo
governo” - pontua o futuro secretário de Direitos Humanos, Francisco
Gonçalves – que acrescentou: ”Confundir a renúncia de Roseana com o fim
do Sistema Oligárquico só interessa a quem deseja que continue como
antes nas terras de Abrantes”. Fica o alerta!...
O VÁCUO
Confirmando-se a viagem da ex-governadora Roseana Sarney ao
exterior, o noticiário político local perceberá um vácuo com relação a
ela e ao senador José Sarney que vestirá o pijama a partir de 2015.
Entre janeiro e fevereiro, além do início do novo governo, as novidades
são articulações sobre a formação da nova Mesa Diretora da Assembléia e
dos grupos de deputados que definirão posições dentro do poder
legislativo, com relação à administração Flávio Dino. Esses assuntos
serão predominantes e deverão ocupar grande espaço na imprensa
maranhense.
DIPLOMAÇÃO
O Tribunal Regional Eleitoral marcou para o próximo dia 19 de
dezembro a diplomação dos eleitos nas eleições de outubro: Governador
Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão, o senador Roberto Rocha,
18 deputados federais e 42 estaduais, além dos dois primeiros suplentes
de cada partido ou coligação. Na última quinta-feira o TER aprovou a
prestação de contas dos ex-candidatos à exceção da primeira suplente de
deputado federal Luana Alves, filha do prefeito de Santa Inês, Ribamar
Alves. Luana tem prazo para justificar e corrigir supostos erros e
assumirá a cadeira de deputado federal, no lugar do titular José
Reinaldo Tavares, que vai assumir a Secretaria de Minas e Energia, a
convite do governador Flávio Dino.
DILMA
A prestação de contas da campanha da presidente Dilma Rousseff
foi aprovada com ressalva pelo Tribunal Superior Eleitoral na última
quinta-feira. No documento existe um montante de gastos superior a R$
4,4 milhões, que precisa de explicações mais consistentes, sobre o seu
destino. Mas como disse o ministro Gilmar Mendes, essa constatação não
motiva preocupações. A presidenta e o vice Michel Temer serão diplomados
e reempossados sem nenhum problema.
EULÁLIO COMEMORA
O juiz Eulálio Figueiredo comemorou, na última sexta-feira
(12), com um grupo de amigos e familiares, no sítio de um amigo, na
Maioba, a sua nomeação para o cargo de desembargador do Tribunal
Regional Eleitoral. Eulálio, por competência e humildade que lhe são
peculiares chega ao importante cargo com simplicidade e a determinação
de fazer um trabalho que só engrandecerá a magistratura maranhense. Ele
continua à frente do Juizado Especial do DETRAN, aguardando a
substituição. Parabéns da coluna ao ilustre desembargador.
PETROBRAS
O escândalo envolvendo a Petrobras, empresários e políticos
corruptos ainda deverá revelar fatos estrondosos, de deixar “nego com o
queixo caído”. A cada dia fica evidenciada a participação do ministro de
Minas e Energia do governo Dilma, senador Edison Lobão (PMDB-MA) entre
os favorecidos nos negócios da empresa no Brasil e no exterior.
Considerado como mais grave e vergonhoso do que o “Escândalo do Mensalão
do PT”, esse episódio mancha a ética e a honestidade da maioria do povo
brasileiro que “rala” dia e noite para sobreviver honestamente. Os
beneficiários da propina nos negócios da maior empresa do país são
pessoas que ostentam riqueza e poder, aparentemente sem necessidade de
se locupletarem com esse tipo roubalheira.
A ex-governadora Roseana Sarney pousa como se nada tivesse
com o caso. Mas, agora, sem foro privilegiado poderá ser indiciada e
responder pelo suposto crime de participação nos negócios esdrúxulos dos
dólares e precatórios, na justiça comum. Para observadores, esse caso
ta longe de ser esquecido.

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