O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), divulgou nesta sexta-feira (12) nota lamentando as últimas revelações envolvendo o esquema de corrupção na Petrobras. O jornal “Valor Econômico” divulga documentos comprovando que a presidente da empresa, Graça Foster e demais diretores receberam alertas de uma funcionária sobre irregularidades, mas nada fizeram. Leia a íntegra da nota:
“As últimas revelações envolvendo a Petrobras entristecem
ainda mais os brasileiros. Saber que a presidente da nossa maior empresa
estatal nada fez mesmo depois de alertada sobre os desvios que ocorriam sob seu
nariz é uma vergonha.
Na verdade, a presidente Graça Foster agiu conforme foi
orientada quando nomeada pela presidente Dilma para ocupar o cargo: não
aprofundar as investigações, que invariavelmente atingiriam os “companheiros”
envolvidos nas falcatruas. Graça cumpriu sua parte; a dificuldade da presidente
Dilma em demiti-la deve ser a contrapartida do acordo.
É fácil perceber o empenho da desgastada presidente da
Petrobras em todo esse imbróglio. Nas diversas vezes em que esteve no
Congresso, defendeu a compra da refinaria de Pasadena como um bom negócio e
nunca enxergou qualquer irregularidade em Abreu e Lima. Pior ainda, mentiu à
CPMI quando depôs em junho deste ano sobre o pagamento de propina a
funcionários da estatal pela SBM Offshore – denúncia que tinha em suas mãos
desde maio, comunicada pela própria empresa holandesa. E, agora, sabe-se que
também foi notificada pela então gerente executiva da Diretoria de Refino e
Abastecimento dos desvios milionários na gerência de Comunicação da área de
Abastecimento, mais uma vez ignorando o fato.
Já disse diversas vezes, repito novamente e os
acontecimentos confirmam que Graça Foster não tem mais qualquer condição de
continuar como presidente da Petrobras. Sua gestão será lembrada pelos inúmeros
e sucessivos casos de corrupção descobertos e sua marca será a da omissão e da
conivência com bandidos. Advirto a presidente que, ao permanecer no cargo,
evoluirá de omissa e conivente para a ainda mais grave condição de cúmplice.
Por tudo isso, Graça internamente perdeu a autoridade junto aos seus
subordinados e externamente perdeu toda a credibilidade, justamente em um
momento tão decisivo da história da Petrobras.
Da mesma forma, é inegável que o Petrolão já está acomodado
também no Palácio do Planalto. Resta agora a expetativa da materialização das
provas, iniciada com os e-mails enviados à Casa Civil pelo ex-diretor Paulo
Roberto Costa e corroborada com as novas revelações.
Na velocidade com que surgem as novas denúncias, é bom a
presidente Dilma começar imediatamente a procurar um substituto para Graça
Foster. E que seja competente não apenas para cumprir ordens, mas para
aprofundar as investigações e fazer uma imprescindível ruptura com esse passado
nefasto. Todavia, se constata as dificuldades da presidente Dilma por não
possuir condições políticas para substituir a atual diretoria por uma que tenha
a autonomia necessária para levar adiante as investigações – ao contrário do
comportamento de Graça Foster, que desde o início se mostrou reativa à tomada
de decisões, ficando sempre a reboque das revelações da operação Lava Jato e da
imprensa nacional”.

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