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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Coluna do Jersan

Cortes, ajuste e corrupção















Finalmente a Câmara Federal aprovou, na noite da última quinta-feira, a Medida Provisória 665, da presidenta Dilma Rousseff, que altera o acesso ao seguro desemprego e ao abono salarial, indicando que PT e PMDB, principais partidos da base aliada do governo, afinaram o discurso e, a partir de agora, sentam na mesma mesa. As emendas da oposição que alteravam o texto aprovado no dia anterior foram todas rejeitadas. 
Os cortes no orçamento e essas mudanças no campo trabalhista devem render uma boa economia e proporcionar pequena recuperação no caixa do governo. A corrupção que não pára ao contrário se alastra em vários setores da administração pública e o prejuízo é grande. Só pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal foi apurado que o rombo já ultrapassa a casa dos R$ 6,5 bilhões. 

Nos governos do Partido dos Trabalhadores já houve de tudo. Os escândalos vão de “dinheiro na cueca”, mensalão, propina paga a agentes públicos por empreiteiros corruptos, fraude na Receita Federal e algo que só Deus sabe. E isso não deve preocupar o senador Renan Calheiros e muitos menos o deputado Eduardo Cunha que se em algum momento se trombam em outros se aliam, tudo em nome dos próprios interesses. Os dois são do PMDB e catedráticos em acordos (não interessa se éticos ou aéticos) com governos do mesmo nível. 

E a presidenta Dilma, para garantir a aprovação da Medida Provisória que não é nada interessante para a classe trabalhadora, colocou à disposição dos deputados peemedebistas, o Ministério do Trabalho comandado pelo PDT porque o manda chuva Carlos Lupi, acusou o PT de “roubar demais”. O PMDB e o PT juntos “provocam arrepios”...

PEC DA BENGALA

Foi aprovada pela Câmara Federal e promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL) a Proposta de Emenda Constitucional, conhecida como PEC da Bengala, que eleva de 70 para 75 anos a idade limite para a aposentadoria compulsória de funcionários públicos, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal. O deputado João Castelo (PSDB-MA) não só votou pela aprovação da matéria como defendeu a sua importância da tribuna da Câmara Federal. Castelo foi o autor do parecer técnico ao projeto que tramitou na Câmara por mais de 10 anos. 

CIDADE ESBURACADA

A Prefeitura de São Luís, dias atrás, mandou tapar buracos na estrada da Vila dos Vinhais que dá acesso à Via Expressa, construída “a toque de caixa” pelo governo anterior. Bastaram poucas chuvas para os buracos se restabelecerem. Até parece que o asfalto usado para “tapar buracos” é de péssima qualidade o que requer, naturalmente, uma rigorosa fiscalização. E Por falar nisso é bom ressaltar que a grande maioria dos bairros e conjuntos residencial de São Luís exige da Prefeitura e do prefeito Edvaldo Holanda Junior, providências no sentido de recuperar a cidade “cercada de buracos por todos os lados.” 

FLÁVIO SABE

O governador Flávio Dino (PCdoB) sabe que a popularidade do prefeito Edvaldo Holanda (PTC) anda em baixa. Não tem a atenção, por parte do gestor municipal, os problemas básicos da cidade nos setores de infra-estrutura, saúde e transportes. Talvez, por essa razão, o governador afirmou (tirando o sono do prefeito) que o Governo do Estado não tem candidato a prefeito da capital e que, “como militante poderá apoiar algumas candidaturas”, deixando claro que não trabalhará, exclusivamente, pela reeleição do atual prefeito. Outras candidaturas poderão ter o apoio do político Flavio Dino, lógico, desde que integrem o grupo que lhe dá sustentação política. 

AGIOTAGEM 

Até agora apenas cinco dos mais de 100 (cem) prefeitos e agiotas que, segundo a polícia, estariam envolvidos nesse crime, estão presos. O caso veio à tona depois do assassinato do jornalista Décio Sá, cujo mandante ainda não foi identificado. Como disse o deputado Raimundo Cutrim, recentemente, em discurso da tribuna da Assembléia é do conhecimento público os nomes do assassino e o da vítima. O do contratante ainda não foi revelado. 

ESTRADAS

As rodovias federais e estaduais que cortam o Maranhão estão em péssimas condições de tráfico. As obras de duplicação da BR-135 que liga Estiva (em São Luís) ao município de Bacabeira foram interrompidas, por falta de repasses financeiros por parte do governo federal e “dono da obra”. A situação é grave e precisa do empenho de deputados, senadores e do próprio governo do Maranhão junto aos ministérios envolvidos, para que essa importante obra não se transforme em mais um engodo a exemplo da Refinaria Premium.

Em tempo: no momento em que redigíamos esta matéria, na última sexta-feira, fomos informados de que, acionada pelo governador Flávio Dino, e coordenada pelo deputado Pedro Fernandes (PTB) parte da bancada federal do Maranhão, reuniu-se, em audiência, com o ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues e obteve a garantia de que as obras de duplicação serão concluídas ainda este ano. 

MINHA DEMISSÃO

Quero aproveitar esta oportunidade (pedindo desculpas aos leitores) para comunicar, particularmente aos colegas de imprensa e ao povo de São João Batista que encaminhei ao prefeito Amarildo Pinheiro o meu pedido de demissão do cargo em Comissão de secretário de imprensa daquela prefeitura. Não existiu como motivo dessa decisão qualquer desentendimento de ordem pessoal ou administrativo. Há discordâncias pontuais que não vão interferir na minha amizade pessoal com o prefeito, reconhecendo, inclusive que ele, Amarildo está superando as dificuldades e demonstrando boa intenção na resolução dos problemas do município. 

O pagamento do funcionalismo, por exemplo, que durante meses foi feito com grande atraso, hoje está praticamente em dia e, para o dia 14 de junho, data em que o município completa mais um ano de emancipação político – administrativo Amarildo Pinheiro anuncia a inauguração de várias obras que haverão de atender as expectativas da população, nos setores de educação, infra-estrutura e esportes. 

Aproveito este espaço, também, para desejar ao amigo muito sucesso e disposição para concluir, até o final do seu mandato, outras obras e serviços constantes do seu plano de governo, mas que dependem do pagamento de parcelas de convênios firmados entre a prefeitura e ministérios. Almejo, por fim, que esta decisão seja entendida como ocorrência natural, nada de extraordinário ou inesperado, principalmente por se tratar de cargo comissionado e não estável. Este foi o terceiro pedido de demissão que encaminhei ao prefeito, agora, compreendido e aceito. 

DIA DAS MÃES

Hoje é um dia especial. A coluna deseja a todas as mães do mundo, muitas felicidades e PAZ no coração! 

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