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sábado, 15 de agosto de 2015

Uma corridinha pela avenida espírita

Crônica do amanhecer

De HS

É isso! Acordei com o Sol abrindo a cortina para ver o dia: o astro Rei estava acordando. O Sol dorme; enganam-se os que pensam que não! A ciência vai me condenar, julgando ser minha asneira insuportável... Mas o Sol dorme no silêncio iluminado do amor e nos deixa a sonhar nas noites de todos os dias noturnos!... O poeta é assim! Todos os poetas são assim: eles rompem a exatidão da ciência e fazem sua verdade na realidade sonhadora que imaginam... O poeta é o cientista da imaginação!
E a Lua sumiu, pois o Sol acordou! Ela também dorme...
Na minha caminhada imaginativa, entro na avenida espírita e encontro a violência!... Assustaram-se?... Acalmem-se... Nada grave nem impetuoso: é uma mensagem!...
Leio o texto (Coluna Espírita: A violência na visão Espírita). Belo escrito, uma realidade que merece sua leitura... Já lá no finzinho um pedacinho de Divaldo, sempre recebendo textos iluminados de Joanna de Ângelis, que nos diz: "Nunca houve tanto amor na Terra, como hoje, embora as aparências informem o contrário. Jamais, na Terra, tantos se preocuparam com outros tantos, como agora..."
E na manhã de hoje, caminhando pela avenida espírita, encontrei um belo e esclarecedor artigo da professora Ana Luiza Nazareno, ex-presidente da Federação Espírita do Maranhão, com o título A VIOLÊNCIA NA VISÃO ESPÍRITA... Muito esclarecedor. Vejam:
  
Coluna Espírita: A violência na visão Espírita



A VIOLÊNCIA NA VISÃO ESPÍRITA

Por Ana Luiza Nazareno

A violência tem aumentado consideravelmente em nossos dias. Às vezes nos questionamos se hoje o mundo está mais violento que antes, mas o que percebemos é a facilidade dos meios de comunicação que nos fazem saber das notícias no momento em que está acontecendo. A mídia aproveita ainda certo prazer que muitos têm em ouvir estas notícias cada vez mais agressivas, violentas e cheias de detalhes que nos apavoram sempre que nos são mostradas e fazem dos fatos violentos como se fosse só isto que estivessem acontecendo no mundo.
Este aumento significativo da violência nos centros urbanos faz-nos pensar que houve um retrocesso no processo evolutivo do Espírito. Mas, como sabemos que o Espírito não retroage nesta caminhada em direção ao progresso, o fato nos comprova que está havendo uma incidência muito grande na reencarnação de Espíritos ainda dominados por instintos, sem noção razoável do bem e do mal, com ausência do senso moral. Obedecendo apenas aos impulso primários, cometem toda sorte de violência, sem um sentimento de remorso.
Quais são as causas de tanta violência? Afastamento de Deus – falta de Religião, separação da Ciência e Religião, filosofia materialista, educação equivocada - materialista ou declínio da educação? Podemos dizer que tudo isso colabora para aumentar a violência, mas, resumindo, diríamos que o problema maior é a falta de espiritualização do homem. O resto, miséria, crueldade, egoísmo, injustiças, leis imperfeitas, fanatismo, desagregação familiar, ódios, corrupção e tudo o mais não passam de efeitos, mediatos ou imediatos.
Como somos ainda egoístas e orgulhosos, vamos ignorando o código de conduta deixado por Jesus, em Seu Evangelho; esquecendo que somos Espíritos imortais e que viemos de Deus, destinados à perfeição e felicidade; que viemos de outra dimensão e de outras existências pretéritas e que estamos aqui para promover o nosso reajuste dos equívocos cometidos no passado e buscar nosso desenvolvimento espiritual; e que vamos prosseguir nos diversos ciclos reencarnatórios, pelo aprendizado constante, sofrendo enquanto não aprendemos a amar, até chegarmos ao estágio de Espíritos puros e dedicados unicamente ao trabalho do amor e da paz.
Espíritos endurecidos, ainda ligados ao mal, percebendo que não voltarão tão cedo a reencarnar no Planeta Terra nesta nova fase de Regeneração, se dedicam a toda sorte de desmandos, tentando dificultar a implantação do Reino de Deus em definitivo, primeiro em nós e depois no novo mundo que começa a se vislumbrar, bem como a formação de um só rebanho tendo o Cristo como o único Pastor.
Aqueles que tiveram sua última chance de reencarnar neste período de transição e não estão aproveitando, vão se deixando envolver facilmente por estes irmãos que não querem a vitória do Cordeiro de Deus, criando este clima de muitas dores ainda, de muita violência, fazendo que se cumpram o que o Cristo dizia sobre estes tempos de mudança.
Joanna de Ângelis nos diz que "o violento deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante, merece tratamento a agressividade (a violência) que procede do espírito, cujos germens o contaminam em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e o dominam".
A Doutrina Espírita oferece uma solução para a violência que cresce nas cidades: a educação, não apenas a educação acadêmica, mas a educação moral, formadora de caracteres saudáveis, que transforma o homem velho no homem novo, formando, por consequência, uma sociedade mais justa e altruísta. É o "amai-vos e instruí-vos" recomendado pelo Espírito de Verdade.
O Espiritismo é, portanto, um dos grandes antídotos para a violência... Aquele que conhece o Espiritismo sabe que terá de se modificar interiormente, se quiser ser mais feliz. Marco Prisco em “Luzes do Alvorecer”, psicografia de Divaldo Franco, nos diz que “somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.”
Em "O Livro dos Espíritos", questão 756, Allan Kardec pergunta aos Espíritos Superiores se “a sociedade dos homens de bem se verá algum dia expurgada dos seres malfazejos”. Os Espíritos responderam que “a Humanidade progride. Esses homens, em quem o instinto do mal domina e que se acham deslocados entre pessoas de bem, desaparecerão gradualmente, como o mau grão se separa do bom, quando este é joeirado. Mas, desaparecerão para renascer sob outros invólucros (...)”.
Richard Simonetti nos lembra que "quando a contenção da violência deixar de ser um problema policial e se transformar em questão de disciplina do próprio indivíduo; quando a paz for produto não da imposição das leis humanas, mas da observação coletiva das leis divinas, então viveremos num mundo melhor."
Acreditamos, assim, que somente quando o homem aprender a "amar o próximo como a si mesmo" e perceber que "fora da caridade não há salvação" é que conseguiremos implantar a paz, primeiro em nossos corações e depois em toda a Humanidade.
Encerrando com Divaldo Franco que nos diz: " Nunca houve tanto amor na Terra, como hoje, embora as aparências informem o contrário. Jamais, na Terra, tantos se preocuparam com outros tantos, como agora. (...) Assim, confiemos no amor, amando a todos, indistintamente, mesmo aqueles que, por prazer mórbido e vitimados por psicopatologias que fingem ignorar, nos perseguem, caluniam, impossibilitados de superar-nos. Consideremo-los nossos irmãos necessitados e, sem revidar, espalhemos a simpatia, o otimismo e a esperança que dominarão a Terra, logo mais. Vale a pena confiar no Bem e vivê-lo, conforme a Doutrina Espírita: “Fora da caridade não há salvação”.
“Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus.” (Jesus -Mateus, 5:4-9)

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