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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Ex-jogador Edilson é investigado por fraudes em pagamentos de loteria

Segundo o jornal 'A Tarde', o primo do Capetinha foi preso pela Polícia Federal na operação desta quinta-feira

De  - O DIA

Bahia - Edilson Capetinha, ex-jogador de Flamengo e Vasco, está com problemas com a Polícia Federal. Nesta quinta-feira, os agentes da PF desencadearam a Operação Desventura em cinco estados (Bahia, Goiás, Paraná, São Paulo e Sergipe, além do Distrito Federal) para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar pagamentos de loterias da Caixa por meio da validação bilhetes falsos.

Segundo o jornal "A Tarde", da Bahia, Edilson estaria envolvido no esquema. A PF cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do ex-jogador, em Salvador, na manhã desta quinta-feira. Um primo do Capetinha acabou sendo preso durante a operação.

O esquema desviava milhões de reais de bilhetes premiados não sacados, dinheiro que deveria ser destinado ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil). Em 2014, ganhadores da loteria deixaram de resgatar 270,5 milhões em prêmios da Mega-Sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.

De acordo com investigações, correntistas com grande movimentação financeira recrutavam gerentes da instituição. O esquema consistia na validação de bilhetes falsos por gerentes da Caixa, que repassavam o prêmio para os "contratantes" por meio de suas senhas.

Segundo a PF, um integrante da quadrilha foi preso quando tentava negociar o saque de um bilhete de loteria no valor de R$ 3 milhões com um gerente. Alguns dias depois de ser liberado, o homem foi executado. A polícia ainda investiga o caso.

No total, na Operação Desventura, são cumpridos 54 mandados judiciais são cumpridos em Goiás, Bahia, São Paulo, Sergipe, Paraná e Distrito Federal. Foram efetuadas cinco prisões preventivas, oito temporárias, 22 conduções coercitivas e 19 buscas.

Caso sejam condenados, os suspeitos da fraude responderão pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e evasão de divisas.

Não é a primeira vez que Edilson enfrenta problemas com a Justiça. Em março de 2014, o Capetinha passou três dias preso por conta de atrasos no pagamento de pensão alimentícia.

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