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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Mau-olhado

Crônica do amanhecer

De HS

Na década de 50, onde as palavras formavam fortes frases de efeito, ouvia-se sempre alguém dizer: Vai tomar um banho pra tirar essa coíra!...
Por isso, mudar de casa também implicava na obrigação de lavar a casa nova com sal grosso para tirar a coira e o mau-olhado...
Mau-olhado, naquela é época, era o grande mal. Tinha-se, todavia, a santa benzedeira; a rezadeira do local. Quando menino (ou menina) nascia, a parteira já fazia a benzedura. Quase todas as parteiras do lugar eram benzedeiras, e a reza era acompanhada em cruzes com raminhos de arruda!
Os anos passam e os costumes parecem desaparecer...
Mas, não faz muito tempo - uma década precisamente - o Sarney recomendou ao Jackson lavar o Palácio com sal grosso para tirar a coíra (energia carregada de preguiça e malefícios) e as maldades do Zé Reinaldo.
E, por isso, o Sarney encerrou o seu artigo – datado de 31 de dezembro de 2006 – nestes  termos:
“Afinal, se me dessem a oportunidade de uma sugestão eu diria: lavem com sal grosso o Palácio dos Leões para limpar a sujeira.”
Hoje, exatamente hoje, eu não sei quantas almas ou quantos palácios precisam ser lavados com sal grosso, neste nosso Brasilzão... Com certeza, neste vasto campo político, envolvido em perigosas ondas maléficas, há muitas almas precisando de vários banhos de sal grosso, muito mais que os palácios de concretos!

De HS - no amanhecer do dia de hoje (21 / 09 / 2015)

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