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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Descalabro deixado pelo PT na administração pública é muito maior do que se imagina, diz Arnaldo Jardim

O deputado federal licenciado (PPS-SP) e secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, disse ao Portal do PPS que à medida em que o governo do presidente interino Michel Temer vai avançando, se conhece melhor o desastre provocado pelos 13 anos de governo do PT.


“O buraco é muito maior do que se imagina na medida em que o atual governo toma pé da situação da economia brasileira e da administração pública, que revela o descalabro deixado pelo governo do PT”, afirmou.

Para Jardim, um dos piores legados deixado pela gestão petista foi o desemprego. “O número de 12 milhões de trabalhadores desempregados no Brasil é um símbolo disso, além é claro do enorme desarranjo deixado no setor produtivo”, ressaltou.

Ele também não poupa críticas à política de subsídios da gestão petista no BNDES, que consumiu mais de R$ 300 bilhões dos cofres públicos neste período. Segundo Jardim, o banco fomentou atividades que não tiveram “nenhum efeito virtuoso do ponto de vista econômico”.

“Tivemos benefícios concedidos localizadamente aqui e acolá, sem que isso correspondesse a uma visão organizada de retomada da atividade econômica”, resumiu Jardim, ao defender apoio do PPS ao governo interino.

“O governo Michel Temer precisa ser apoiado por nós e está sendo, mas ele terá o dever no pós-impeachment de apresentar um planejamento mais consistente para a economia e a gestão pública”, cobrou o dirigente.

Ao apontar “momentos de incoerência” do atual governo, principalmente por concessões feitas na negociação das dívidas dos estados, Jardim acredita que depois da consolidação do impeachment Temer “vai agir com austeridade fiscal e equilíbrio” para a retomada da economia, e com a “firmeza necessária” para a execução de reformas estruturais “indispensáveis para que o País tenha um novo momento”.

Já do ponto de vista político, Arnaldo Jardim disse que o presidente interino deve “explicitamente e formalmente” dizer que não será candidato em 2018. “Esse posicionamento lhe dará mais autoridade e tranquilidade para promover as reformas e ter o apoio necessário para que isso efetivamente ocorra”, analisou.

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