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sábado, 10 de setembro de 2016

Destino de Cunha será decidido na segunda-feira e placar prévio indica cassação


O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), confirmou que irá manter a votação do processo de cassação do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a próxima segunda-feira (12). Defensores do peemedebista tentam convencer deputados a não ir ou a atrasar a sessão até que consigam aprovar uma punição mais branda ao ex-presidente da Casa. Cunha já declarou que vai comparecer à sessão para se defender pessoalmente.

Maia revelou que não aceitará tentativa de efeito suspensivo da votação e que as questões de ordem da defesa de Cunha serão indeferidas. Para o peemedebista ser cassado, é necessário o mínimo de 257 votos dos 513 deputados existentes na Casa, como revela matéria publicada nesta sexta-feira (9) pela Folha de S. Paulo.
Uma pesquisa feita pelo jornal Estado de S. Paulo indica que já há número suficiente de votos para aprovar o pedido de cassação de Eduardo Cunha. O placar também mostra que existe chance de um “acordão” para amenizar a pena ao peemedebista.
Segundo o levantamento do jornal, 270 deputados declararam que vão votar pela perda do mandato de Cunha. Desse total, 21 deputados sinalizam estar propensos a suavizar a pena do ex-presidente da Câmara.
O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy, está confiante na posição que a bancada assumirá na segunda-feira (12). “Não vamos fechar questão, cada deputado vai votar de acordo com a sua consciência, mas acredito que todos vão optar pela cassação”, afirmou ao Estadão.
Cunha foi eleito presidente da Câmara em fevereiro de 2015 e logo protagonizou as investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras. O processo de cassação contra ele corre na Câmara desde novembro do ano passado. Em maio de 2016 o Supremo Tribunal Federal (STF) o suspendeu do cargo de presidente e do mandato em decisão unânime. Em julho, Cunha renunciou à presidência. Caso seja cassado Cunha fica inelegível até janeiro de 2027, quando terá 68 anos.

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