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domingo, 11 de setembro de 2016

O governo vai derreter...


Hélcio Silva

Na minha idade, ficar em casa é bom, sair para um passeio é melhor...

E se o passeio for pelas ainda poucas matas da ilha, bem melhor ainda...

E na caminhada de hoje, sento-me à sombra do cajueiro! Um vento lento envolve-me, abraça-me... E como num toque de mágica, tenho a índia Juá a me abraçar..., também!...

Conheci Juá quando da fundação da cidade de São Luís, em 1612. Estive com ela a namorar-me, naquela época...

Quantos séculos!...

E hoje (somos espíritos e imortais), um encontro nosso foi derretido..., de muitas e por muitas saudades: navegamos em vapores de velhos amores!

E ela se derrete ainda mais ao entregar-me um artigo da Tereza, por saber que gosto de ler...

Pede-me atenção na leitura...

É sobre o governo do Brasil e o espantalho do Cunha, que será cassado amanhã, segunda-feira.

O título do artigo é: ”Cassação de Cunha trará o imponderável”...

Já li e o estou passando aos meus amigos e amigas do blog:

Cassação de Cunha trará o imponderável

Tereza Cruvinel

“Se não houver compromisso com o combate à corrupção, este governo vai derreter”, disse Fabio Osório antes de ser demitido da AGU porque contrariou os esforços para abafar a Lava Jato. Sua demissão foi uma evidência dessa falta de compromisso. Outra, bem eloquente, está na passividade do governo diante da votação de segunda-feira para cassar o mandato de Eduardo Cunha. A cassação assombra mas a salvação também será péssima para o governo, fortalecendo a ideia de que colabora com a grande pizza que vem sendo amassada no pós-golpe.

Cassado, Cunha perderá o direito ao foro especial do STF e os processos a que responde serão transferidos para o juiz Sérgio Moro, em Curitiba, onde sua mulher já foi indiciada. Nesta hora é que ele passará de fato a assombrar o governo, o PMDB e outros partidos. Se for preso e levado para Curitiba, dificilmente deixará de negociar um acordo de delação premiada, possibilidade que ele já negou muitas vezes. Mas em Curitiba, todo mundo muda de opinião a este respeito.

Eduardo Cunha detém os segredos da cúpula do PMDB e do próprio Michel Temer. Tem sido convenientemente esquecida, por exemplo, a troca de mensagens que ele teve com Leo Pinheiro, da OAS, em que reclama por ter sido feito diretamente a Temer um pagamento de R$ 5 milhões,  sem o prévio acerto com “os outros” do PMDB. Por tudo que Eduardo Cunha representa e sabe, sua eventual cassação pode ser um demarcador no destino do atual governo.

Quem conhece o atual Congresso e a matreirice do ex-presidente da Câmara não ousa fazer prognósticos sobre o resultado da votação de segunda-feira. Há levantamentos indicando número suficiente de votos (mais de 257) para cassá-lo mas a negaça é uma das características do Centrão, grupo que congrega os aliados de Cunha. Se puderem, eles vão preservar pelo menos os direitos políticos dele.  Pode ser também que falte quórum. Pode ser que falte o número de votos. Tudo pode acontecer. Dê no que der a votação de segunda-feira, não será bom para o governo. A salvação de seu mandato aspergirá o cheiro de pizza podre. A cassação trará o imponderável.


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