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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A madrugada que amanheceu


Crônica do amanhecer

Hélcio Silva

(05/10/2016)

Amanhece! Olho a cidade!... Vejo-a linda e em bela canção de seu hino:

Ó minha cidade / Deixa-me viver
que eu quero aprender / tua poesia / sol e maresia / lendas e mistérios / luar das serestas /e o azul de teus dias...

É minha cidade aos cantos de Tribuzzi / pai do Chico que também é Tribuzzi, ambos poetas: todos Tribuzzi!

É minha cidade!

Enxergo-a com meus olhos..., dantes castanhos de lindos encantos / hoje quase fechados em seus cantos... Mas, são olhos que ainda veem!

E vi - vindo não sei de onde - de longe, de muito longe – a chegada dos braideanos... Os braideanos chegaram!...

E haverá nesta cidade - berço encantado da menina da ponta d’areia, neta do Rei Sebastião – uma histórica disputa, sem ódio – espero eu – entre os braideanos e holandeanos...

“Essa eleição entrará para a história”  - dizem os mares atlânticos que nos cercam..., em belas ondas de beira-mar!..., entre duas baias milenares!

Um anjo pede que repita – mais uma vez – aquele texto que escrevi no face, dia 3 de outubro:

“A máquina pública, o poder econômico e o poder político deveriam estar sempre a serviço do bem. No entanto, a ambição dos maus políticos leva-os ao caminho do mal...” (De HS, em suas andanças pelas estradas da vida...)

Caminho pela estrada, nesta Ilha de Upaon-Açu.  Não vejo nenhum braideano. Não vejo nenhum holandeano... Estariam ainda a dormir... Porém, precisam madrugar. A luta exige madrugança... São muitos os nossos problemas... A cidade, abandonada, grita!... Grita por socorro!..

Amanhece o dia. Alguém invisível sussurra aos meus ouvidos. Um sussurro inaudível. Peço clareza..., e vem uma voz suave:

- Peço-te a republicação da crônica do dia 3: O Poder de Mudar...

- És algum braideano?

- Não. Só te peço a publicar...

- Pois, então, publicarei:

O Poder de Mudar

Crônica do amanhecer

Hélcio Silva

(03/10/2016)


Há um bom tempo não se via um fenômeno político nas eleições que tivesse poderes para sepultar as engendradas forças das pesquisas encomendadas. Por falta de lideranças e bons oradores, isso era (ou parecia ser) impossível transformar-se.

A mídia se orientava pelas pesquisas e o povo entrava na onda, dominado pelas partículas da enganação.

Talvez, Louis de Broglie, físico francês, que introduziu em sua tese de doutorado a teoria de onda de elétrons, pudesse, mesmo espiritualmente, explicar a causa das falsas ondas criadas pela mídia com este poder mental para mudar a nossa cabeça e o resultado das eleições..., na maioria dos casos para o campo do erro.

As pesquisas e a mídia faziam a onda, confeitavam-na e o povo navegava.

Muitos eleitores (a maioria) picados pela onda da mídia não viam outros horizontes...

No caso específico das eleições em São Luís, o piano tocava do mesmo jeito, apenas com três teclas: Edivaldo, Wellington e Eliziane. As outras teclas foram anuladas pela mídia e pela pesquisa...

O que é isso? Isso é física, história ou conto de carochinha?

O que faltava então para impor-se o fato real sem as mentiras que enganam?

Faltava a realidade quântica que poderia estar na palavra forte, na atitude coerente, mesmo uma vez só diante de um palanque eletrônico, como tal foi o caso a que me refiro...

Os campos energéticos do debate na TV Mirante lançaram ondas e partículas que foram absorvidas por quase um milhão de mentes, entre eleitores e não eleitores.

As portas de um novo horizonte se abriram e as palavras, frases, ideias e conceitos, colocados durante o debate, foram selecionados e assimilados por mentes de um povo guerreiro que buscava novos caminhos...

Houve uma verdadeira revolução quântica que mudou o resultado da eleição e levou Braide para o segundo turno.

É a revolução das ideias capaz de mudar o mundo.

Agora, em eleição limpa, vamos ter – espero – um confronto de ideias, o que é saudável para a democracia.

Bom dia meus irmãos e irmãs... Até mais ver!

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