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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Uma crônica maluca


Hélcio Silva

(11/10/2016)

Abres tu a cortina e entras em tua sala de trabalho. Não temas escrever...
Abri a cortina. Sento-me à mesa e escrevo sem o filtro da censura. Digito este texto que coloquei hoje na minha página do facebook produzido pela minha memória, faz alguns minutos de tempo:

- “Sabem de uma coisa?... Não? Os ricos estão cada vez mais ricos e são os donos do poder econômico e do poder político... E os pobres cada vez mais pobres... E os pobres, em época de eleição, fazem mais festas para os candidatos ricos que para os candidatos pobres... É mais fácil um rico se eleger que um pobre ganhar... E em todo lugar, tem mais eleitor pobre que eleitor rico”...

Não tenho dormido sossegado! Há uma inquietação dentro de mim. Penso não ser democrático o atual processo de eleição. Dominada pelo poder político (que usa a máquina pública) e pelo poder econômico (valendo quem pode mais), a eleição deixa de ser democrática, livre, e não expressa a vontade política da cidade. O maior crime de uma eleição é a compra de voto... (compra-se voto até com promessa).

Não me acostumo com as desigualdades sociais, mas, elas existem. Os mais fracos estão sempre sufocados pelos mais fortes...Esse assunto não é mais tema - como outrora - nos debates políticos de hoje, dirão os mais sábios (sabidos, espertos); porém, é uma verdade: as desigualdades sociais existem.

Certa vez escrevi este texto abaixo: são duas pequenas histórias de dois josés:

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Gente!
Dor na cabeça, ombros doloridos, dificuldade de respiração, cansaço... Assim caminha o José das pencas, pedreiro do bom, com três filhos sem escola de qualidade, meninos sem Sus e sem sustança..

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De cabeça fria, ombros massageados, respirando ar puro à beira de uma piscina numa linda mansão à margem de bela praia com ventos vindos do mar, disposto, alegre, feliz e sem cansaço... Assim é o outro José, com filhos nas melhores escolas, meninos bem alimentados e de muita sustança...

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Que bom se houvesse justiça nas oportunidades...

Não escrevi este texto com as letras. Eu o escrevi com o sentimento: Assim é o mundo.

Estou preocupado com a minha cidade.

Nesta campanha eleitoral, o mantra da mentira tem revelado feitos não realizados. Mentir pra essa gente é uma contemplação!
Quanta mentira!... Quanta hipocrisia!...

Lamentei não ser mais vereador para usar a tribuna da Câmara...

Anima-me a ideia de disputar uma cadeira de deputado estadual na eleição de 2018. Isso, no entanto, dificilmente ocorrerá. Até lá terei 80 anos e um mês. Não terei, provavelmente, a resistência física para percorrer o meu Estado.

Gostaria de encerrar a minha vivência no planeta defendendo o Maranhão, usando uma tribuna do povo...

E o povo está mesmo precisando de alguém que realmente o defenda, sem a grafiteza do oportunismo... E tenho certeza que outros maranhenses do bem estão com esse mesmo propósito...

A próxima Assembleia Legislativa do Maranhão precisa ser diferente, com renovação quase total... Por isso, incentivo que muitos companheiros de ideal - e há muitos - não desistam; principalmente, muitas novas lideranças que já estão aparecendo... Precisamos acabar com esse poder familiar que se faz aparecer a cada eleição.

Não sei as razões de escrever tudo isso. Talvez..., quem sabe!..., pelo fato do meu blog não se atrelar a grupos aliados da má política...

Este blog não tem lado: tem Rumo.

Boa noite meus amigos e minhas amigas...

Até mais ver... 





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