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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

UMA ANÁLISE TRANSPESSOAL DA EXISTÊNCIA

Abri o livro da vida (coisa que faço todos os dias) e vi o texto, com o título acima. De onde é? Como a mim chegou?... O importante é ler... E aqui no blog eu o coloco para leitura... Fico grato! 
Trata-se de um bom e belo artigo da psicóloga espírita Ercilia Zilli...

UMA ANÁLISE TRANSPESSOAL DA EXISTÊNCIA  



Ercilia Zilli

Publicado no The Spiritist Psychological Society

Ano IV / nº 19 / Novembro e Dezembro 2011

A palavra transpessoal significa “além da pessoa”. Sua etimologia nos remete a suprapessoa e suprapessoal, portanto, “acima”. Numa ampliação de entendimento, e de acordo com a Doutrina Espírita, “além” e “acima da pessoa”, encontramos o conceito de espiritual onde nos deparamos com a metáfora, o símbolo e a transcendência, que ao nos instigar a uma reinterpretação constante da busca de significado da vida, apontam o caminho da evolução.

Leopold Szondi nos fala de destino como “conjunto de possibilidades herdadas e livremente elegíveis para a nossa existência, na qual existe um plano definido, oculto e vital”. Refere-se a fatores de destino, tais como, hereditariedade, caráter das pulsões, ambiente social, ambiente mental e ego, que analisados pela mente, realiza escolhas. No espiritismo encontramos a similaridade desse pensamento no conceito de projeto reencarnatório.

Numa análise além e acima do conceito material da existência, encontramos possibilidades de aprendizado nesses fatores e, com a maturidade espiritual gradativa, vamos decodificando os sinais que apontam o objetivo da presente reencarnação,  destinada ao aperfeiçoamento moral.

Lembrando André Luiz, “a criatura terrena herda tendências e não qualidades”. Cabe ao espírito, herdeiro de si próprio, realizar escolhas que integrem o humano e o sagrado,  assumindo a responsabilidade pelo afloramento de suas potencialidades divinas.

Diante dessa visão, não existe o mal, mas a tendência que ainda não encontrou a saída integradora.

O símbolo do conceito szondiano de ego é a ponte. Construir pontes é encontrar formas adequadas de superação e conciliação entre contradições.

Quando o homem mergulha no processo de autoconhecimento, reconhecendo-se como espírito, deixa de brigar com a vida e passa a enxergar nos obstáculos, não barreiras intransponíveis, mas degraus de evolução.

Para Chardin, “não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”.

A saúde mental e integral, só é possível quando construímos uma ponte unindo o humano e o divino, assumindo a condição de agentes da própria evolução espiritual, buscando a perfeição relativa de que somos capazes.

(Fonte -  Associação brasileira de Psicólogos Espíritas)

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