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sábado, 11 de março de 2017

VERSOS AO SILÊNCIO


Crônica do Amanhecer

Hélcio Silva

(11 / 03 / 2017)

Quando uma oligarquia política entra em processo de anemia, definha-se enfraquecida, vê-se acompanhada de revolta íntima ou recolhe-se ao silêncio da culpa.

Vejo uma Roseana calada, em silêncio, contrariando o seu estilo de rebeldia. Foi a mais importante cara-pintada do impeachment de Colar, a guerreira dos correligionários, uma mulher oligarca enaltecida sempre pela grande mídia: hoje é o silêncio refletido...., em padecimento político, carregando os erros que cometeu.

O Ricardo, quase sufocado depois daquele mergulho nas águas dos peixes que ouviam sermão, recolhe-se à mansão silenciosa dos cocais de Coroatá..., sem ânimo!

O Sarney, tentando livrar-se de ligações com a operação lava jato, já não escreve – nem fala – com a mesma tranquilidade e beleza literária que dantes...

Resta ao poeta de curupu, em dias como de hoje, recitar versos ao vento..., ao testemunho da decepção!...

Fecha-se ao Sarney a porta política, abrindo-se o portal do silêncio a todos da oligarquia; exceto aos oportunistas que fugiram..., para a barca do novo rei...

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