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sexta-feira, 7 de abril de 2017

EUA lançam mísseis contra base militar na Síria em retaliação a 'ataque químico'

BBC Brasil

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis sobre a Síria na madrugada desta sexta-feira (horário sírio) em retaliação ao ataque químico, atribuído ao governo sírio, que matou ao menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças, na última terça-feira.

O bombardeio foi ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que até o ataque químico citava Bashar al-Assad como um aliado na guerra contra o terror.

De acordo com o Exército sírio, seis pessoas morreram no ataque.


Criança com respirador: Trump mencionou imagens de crianças sofrendo ao falar de ataque à Síria.

Os 59 mísseis Tomahawk foram lançados a partir do Mar Mediterrâneo contra a base militar de onde teria partido o ataque químico, em Shayrat, na província de Homs. De acordo com o Pentágono, a Rússia, aliada do regime de Bashar al-Assad, teria sido avisada do ataque.

"Não há dúvida que a Síria usou armas químicas proibidas", disse Trump, na Flórida, onde se reuniu na quinta-feira com o presidente chinês, Xi Jinping.


Mísseis Tomahawk teriam como alvo base militar em al Ash Sha'irat, na província de Homs

"É vital para os interesses de segurança nacional dos Estados Unidos prevenir e dissuadir a propagação e o uso de armas químicas", completou.

O governo sírio nega ter usado armas químicas no conflito. A Rússia, por sua vez, diz que um ataque aéreo atingiu um depósito no qual rebeldes armazenavam tais substâncias. O ataque que matou 80 pessoas na terça-feira foi em Khan Sheikhoun, na província de Idlib.


Mísseis foram lançados do Mediterrâneo: De acordo com Rex Tillerson, secretário de Estado dos EUA, o ataque foi 'proporcional'

Reação russa

A Rússia condenou o ataque norte-americano, classificando o bombardeio com uma "agressão contra uma nação soberana".

Dmitry Peskov, porta-voz do governo russo, disse que o presidente, Vladimir Putin, vê o ataque como "uma intenção de distrair o mundo pelas mortes de civis provocadas pela intervenção militar no Iraque".

A Rússia já havia advertido os Estados Unidos, após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que o país poderia ter "consequências negativas" se lançasse uma ação militar contra a Síria.


                                      Trump confirmou ordem de atacar Síria

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