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terça-feira, 4 de abril de 2017

Pacotaço de Greca gera problema político e protestos na Câmara de Curitiba

Confesso que li o fato referente a este episódio no blog do jornalista Fábio Campana, já no final da tarde de hoje.
Tenho acompanhado e divulgado os fatos anteriores sobre o tal pacotaço do Greca, que tem recebido duras críticas e protestos dos servidores públicos, com posições claras dos seus respectivos sindicatos. 
O pacote das medidas anunciadas pelo prefeito prejudica o conjunto dos servidores públicos de Curitiba: é uma injustiça com os servidores públicos. E os servidores precisam continuar na luta pelos seus direitos.... Avante!... A luta continua!... Não se prejudica o direito conquistado.
Li hoje, no final da tarde, a matéria no blog do Campana, já pelas 18 horas, sobre mensagens ofensivas e ameaçadoras que alguns vereadores informam que receberam.
Fui à página eletrônica da Câmara Municipal de Curitiba para conhecer mais do problema. Acho oportuno divulgar por inteiro, sem qualquer alteração, o texto da assessoria de comunicação da Câmara para julgamento, principalmente, do povo de Curitiba, especialmente para conhecimento dos nossos queridos e dedicados servidores municipais de Curitiba:

Eis o texto:

Vereadores reclamam de mensagens ofensivas recebidas pela internet


Na sessão plenária desta terça-feira (4), alguns vereadores se queixaram da maneira como têm sido pressionados sobre os projetos encaminhados pelo Executivo à Câmara Municipal para realizar um plano de recuperação às finanças do município. O debate iniciou após o vereador Helio Wirbiski (PPS) usar a tribuna para se manifestar contra a forma “desrespeitosa” como tem sido tratado.

Helio Wirbiski relatou que recebeu e-mails e mensagens via celular em tons de ameaça. Ele também citou as montagens que circulam pela internet, chamados de memes, com fotos dos vereadores em que insinuam que os parlamentares seriam cúmplices em um roubo nos cofres do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC).
“Quando recebo mensagens dizendo que sabem onde eu moro, que sabem da minha região, que a partir de agora vou ser contingenciado, vou ter problemas, não acho isso respeitoso”, conta. “Eu tenho que pensar no funcionalismo, tenho que pensar no professor. Mas tenho que pensar no conjunto da minha cidade, que é quem paga impostos, que é quem contribui para pagar o salário desses funcionários públicos”, completa.

“Eu só fico um pouco constrangido porque muitos sindicalistas, não todos, e pessoas do meio do funcionalismo, têm usado de algumas formas desrespeitosas. Desrespeitando meu mandato e a minha dignidade. Eu tinha o sonho de ser vereador, assim como eu acho que cada um de vocês teve. Eu lutei muito para ser. E o princípio básico da democracia é representar o bem comum e é o que eu quero fazer”, frisou. Durante a fala, Wirbiski apresentou no telão do plenário alguns memes com as fotos e nomes dos vereadores.

O vereador Dr. Wolmir Aguiar (PSC) informou que já fez uma denúncia sobre a montagem referente ao seu mandato, com o mesmo teor, no Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), da Polícia Civil. “Fiz uma queixa-crime e estamos pedindo a apuração para identificar quem fez e representar criminalmente”. Para ele, é necessário haver respeito mútuo entre vereadores e servidores públicos. “Muitos [servidores] que estão mandando mensagens não estão se identificando, acho que têm que ter o caráter de se identificar. Diálogo sim, mas agredir não. Entendo que estamos em um novo tempo e ninguém trabalha aqui sob ameaça”, disse.

Para Professora Josete (PT), esse tipo de conduta, além de despeitar os vereadores, não é a melhor forma de estabelecer diálogo entre a administração e a categoria. “Também tenho recebido mensagens, mas acredito que nós temos uma responsabilidade muito grande nesse momento”, pontuou.

Já Noemia Rocha (PMDB) atribui algumas atitudes extremas ao “desespero” causado pela falta de informações dos servidores sobre os projetos do prefeito que mexem na carreira do funcionalismo e chegaram para análise na Câmara. “Tenho observado neles um clamor, mas acho que não têm a intenção de afrontar os vereadores”, ponderou. Mauro Bobato (PTN) e Zezinho Sabará (PDT) também reforçaram que os servidores públicos e a população aguardam uma posição dos vereadores sobre essas medidas do Executivo.

Plano de Recuperação
A Prefeitura de Curitiba encaminhou no dia 28 de março 12 projetos de lei, pacote que batizou de Plano de Recuperação de Curitiba (leia mais). Todas as propostas aguardam instrução da Procuradoria Jurídica da Câmara, antes de tramitar pelas comissões permanentes.

Enquanto isso, vereadores têm recebido representantes dos sindicatos dos servidores públicos municipais. No dia 23 de março, antes mesmo de os projetos chegarem, cinco vereadores receberam servidores do magistério (leia mais). No dia 27, outros dois sindicatos – Sigmuc e Sismmac – foram ouvidos em plenário (veja aqui). No dia 29, foi a vez do Sismuc (confira aqui).

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