Haddadistas e Bolsonaristas
Hélcio Silva
(02 / 11 /
2019)
Não sei onde
foi, em qual cidade foi o conclave; porém, foi em algum lugar –
Ouvi pela Rádio
Frater Espirita, nas matinhas do amanhecer de hoje (tenho em meu quintal alguns
matinhos de capim rasteiro para o marisco das galinhas), entre as flores do meu jardim,
com um bem-te-vi cantando no galho do pé de uma roseira..., hoje, na manhãzinha!
Meu rádio
num pequeno banquinho de madeira coloquei ligado em uma extensão que vem da
cozinha... E eu, deitado, em um cobertor de linho por cima do capim rasteiro, ouvindo a Frater
dos espiritas...
Era
Haroldão, o palestrante... Haroldão, de grande conhecimento doutrinário, é mais
empolgado que o vento, que, na eternidade, é o rei das passagens: o vento passa
por tudo, em todos os lugares o vento passa!... Assim é o Haroldão que, quando
não passa por tudo, cria uma história..., uma passagem de fatos!
Essa passagem
não sei se é invenção ou fato real... Parece fato real, até pelo visto de, na
realidade política de hoje, ser algo normal neste duelo entre o bolsonarismo e
o haddadismo (aqui entendido como lulismo).
É a luta
acima do bem e do mal..., tudo na conta dos interesses de cada grupo. Nesta luta, a ambição não tem limites.
Haroldão
contou que dois amigos foram ao enterro do pai de um deles...
Amigos de longos
anos, eram como irmãos inseparáveis: era como se um fosse da família do outro... E assim caminhava a vida dos dois, na religião, no esporte, nos estudos, na
profissão e na política...
Amizade de muitos laços!!!
Acabado o
velório e o sepultamento, chegou a eleição... E no silêncio de um para com o outro (e
vice-versa), um votou no Bolsonaro e o outro no Haddad...
Quando houve
a descoberta, a amizade acabou, a guerra estourou.
Nas redes
sociais um guerreava contar o outro, com cheirinho de ódio...
Acabou-se
uma longa amizade!!!
Esse é
apenas um fato no meio de outras inúmeras histórias de amizades acabadas por
motivos políticos.
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