Vou de Gurijuba
Hélcio Silva
(21 / 03 / 2021)
Nos meus tempos de criança, quando eu era conhecido como menino da praia do caju, existia o peixe cambel...,
Lembro bem que era com L no
fim da palavra...
Hoje, depois de muitas décadas, fui à feira da Cohab para
comprar um quilo de cambel para o almoço...
Não achei o cambel...
Fui informado por um vendedor que só encontraria cambel na
Raposa...
E fico pensando... “quantas vezes comprei cambel fresquinho no porto
da Camboa."
Em qualquer esquina de peixe, havia cambel.
Pelo que vi, o cambel perdeu força no mercado do peixe e
ficou desvalorizado: perdeu-se com o tempo!
Lembro do “seu” Constâncio, que a gente chamava de tio
Constâncio, vendendo peixe na calçada do fim da rua do ribeirão... e ele anunciava em voz alta, com o tom da alegria:
“Tem peixe fresco, peixe fresco, vivo... tem tainha,
peixe pedra, peixe serra, cangatã, gurijuba e cambel...”
Mas hoje não achei o cambel...
Vou de gurijuba...

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