terça-feira, 23 de março de 2021

Quebradeira de coco...

Quebradeira de coco do Maranhão rompe barreiras e enfrenta gigante da celulose

Eunice da Conceição foi criada ouvindo que mulher não precisava aprender a ler...

No Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará, vivem mais de 300 mil quebradeiras de coco babaçu

Gostei da Conceição, e ela afirma que foi criada ouvindo que mulher não precisava aprender a ler... Mas a Conceição, mulher forte e carregando seus 61 anos de vida, conhece seus direitos.

Li o fato num texto do Brasil de Fato escrito pela jornalista Mariana Castro... Reapresento aqui no blog alguns pontos mais importantes: 

Dona Eunice da Conceição, de 61 anos, aprendeu o ofício da quebra de coco babaçu com os avós, que diziam que mulher sequer precisava aprender a ler, mas, junto dos pais, lhes deram o maior ensinamento: o respeito ao meio ambiente.

Naquele tempo, as jovens da comunidade eram ensinadas a quebrar o coco e cuidar dos afazeres de casa e da família, sem perspectivas de mudanças. Com a aproximação de movimentos da igreja católica e discussões sobres direitos humanos, Eunice entendeu que poderia ir mais longe, mantendo as suas raízes.

"No tempo dos meus avós, eles achavam que as mulheres jovens não tinham que saber ler, tinham que ficar sem saber de nada. Mas nós temos nossos direitos sim. Se a gente quiser ser prefeita, vereadora, governadora. O que a gente quiser, a gente tem direito. Como pobre, como quebradeira de coco e como trabalhadora rural. Nada para a gente é tarde”, conta orgulhosa.

Atualmente, Eunice da Conceição cobra os direitos de todas e segue em defesa do meio ambiente. Ela é uma das coordenadoras regionais do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), atuando na região de Imperatriz, no sul do Maranhão.

Cada uma das regionais enfrenta distintos conflitos, mas no sul do Maranhão, os maiores desafios enfrentados pelas quebradeiras estão relacionados aos impactos da empresa Suzano Papel & Celulose, que segundo ela, remanejou famílias do seu lugar de origem e tem desmatado as áreas de babaçuais para o plantio de eucalipto.


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