Hélcio Silva
(28 / 09 / / 2018)
Já é tempo de muito tempo que já passou, de muitos tempos
que já se foram, de tempos que não voltam mais!
Faz tempo que escrevi uma crônica “Meninas de Leque”. E
quanto há de gente que nunca viu falar de leque!
O que é um leque? Poderia dizer apenas que é um abano, um
substantivo masculino que só as mulheres usavam. – Os homens abanavam-se escondidos.
Mas, vou ao baú das revelações, e vejo escrito: “abano
feito de material leve (papel, seda, marfim etc.), que se agita manualmente para
produzir corrente de ar, geralmente de forma semicircular, montado sobre
lâminas móveis que lhe permitem encolher-se quando não está em uso.”
Assim é um leque!
Complicado, não é gente?!... Para quem nunca viu um leque,
realmente é complicado!
Lembro meu primeiro beijo proibido, que não aconteceu,
impedido pelo leque colocado rapidamente como barreira de proteção entre os
meus e os lábios lindos de bela morena-moça, jovem de olhos cativantes; menina-moça ainda como
eu, menino, também, jovem!
O leque fez parte de muitas histórias de amor...
Histórias de amor fascinantes faziam parte das nossas
vidas, onde a internet era o ver dos nossos olhos que irradiavam de sua tela divina
ternura de paixão!... Pelos olhos vinham mensagens de amor; quantas em ternura
tão profunda a brotar o mais doce perfume de amar!
Relembrando minha crônica anterior, lembro de como eram as meninas-moças de dantes, do antigamente de ontem...
Ah!...
E elas usando seus leques para abrandar o calor...
Ah! Os leques usados para mover o ar e facilitar a
refrigeração...
Ah! Quantas moças jovens e lindas, com seus leques coloridos e brilhantes, em namoros apaixonados pelas praças e igrejas da cidade!!!...
Quantas?!!!
Nem sei... Porém, quem nunca namorou uma jovem moça de leque, não
sabe o que é o aconchego de um amor ventilado por um leque suave, quase divino!

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