A FESTA DO VAGALUME
(o retorno)
Zé Carlos Gonçalves
O que importa é que a festa do Vagalume vai além de uma simples festa. Era o ímã para os filhos da terrinha, que bateram asas em longos voos e buscaram novos horizontes, retornarem ao seu ninho. Era, também, o imã, que atraía centenas de pessoas, de todas as lonjuras, ao aconchego dos nossos abraços e consideração. Aí, para abrilhantar a ocasião, uma procissão de motos invadia a cidade. Uns, como num ritual, vinham matar a saudade da serena brisa, dos campos verdes, das conhecidas ruas; outros vinham vivê-las pela primeira vez. E, sem surpresa alguma, já era garantido o enfeitiçamento. E, com certeza, "não se desumbigavam mais".
A verdade é que a festa do Vagalume funcionava como "uma frenética bola", que despertava e dinamizava a economia, tal uma avalanche. Nada absurda a afirmação. Afinal, era responsável pela movimentação dos transportes, dos hotéis, dos comércios, dos aluguéis, da culinária, da urbanidade.
Importante é que a festa do Vagalume não se fechava em si, deu rebentos. E, em nossa cidade, surgiu a Noite Energética, pujante e pulsante, sob a batuta dos funcionários da CEMAR. Duas festas, dois grandiosos e iluminados acontecimentos.
E, para nossa alegria, essa força, arrebatadora e festiva, não era restrita a minha Princesa. Como uma onda, se fazia presente na Festa do Remedinho, em são Bento, e na Festa do Pó, em perimirim.
Que venha o bendito e radiante Vagalume!
Zé Carlos Gonçalves


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