quarta-feira, 24 de junho de 2026

Poeta Sertanejo - Quando chovia lá na roça...


Quando chovia lá na roça.. 

Poeta Sertanejo

Quando chovia lá na roça, meu sono era embalado, pelos pingos d'água que caíam no telhado.

Até meu despertador precisava ser acordado.

Geralmente cantava depois que o dia já tinha raiado.

A lenha debaixo do fogão, fazia o braseiro para o café ser preparado.

Uma galocha nós pés, para cuidar do gado.

A natureza agradecia a chuva que cai, deixando os campos molhados.


A siriema cantava com mais alegria, lá no alto do serrado.

As águas cristalinas do pequeno ribeirão, sujas de barro, ficam da cor do chão.

E lá na curva do umbuzeiro, eu pegava bagre de montão.

Hoje tudo isso é lembranças, que igual cachorro perdigueiro vem no rastro.

Dias de folga eu descansava, lá na invernada roçando pasto.


O pouco que eu tinha, era fartura sobre a mesa.

Hoje o muito que ganho, quase não dá para a despesa.

Tudo que eu pego eu gasto, é por isso que a saudade feito cachorro perdigueiro da lembrança vai no rastro.

Hoje pego dinheiro picado, e gasto aos maços.

Aqui na cidade, de tanta saudade já não sei o que faço.

Com humildade eu confesso, em vez do sucesso, só enxergo o fracasso.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Este blog só aceita comentários ou críticas que não ofendam a dignidade das pessoas.

Busca