Lá vai ele devagarinho,
no caminho que bem conhece,
levando no lombo do animal
a vida que nunca esquece.
Ao longe aparece a casinha,
simples, quieta no lugar,
e o coração vai lembrando
de quem viveu naquele lar.
Quantas vezes esse caminho
viu o dia amanhecer,
viu gente saindo pra luta
e no fim da tarde volver.
A casa pode ser pequena,
mas grande é sua recordação,
porque onde mora nossa história
sempre mora o coração.
E ele segue no seu passo,
sem ter pressa de chegar...
quem tem raiz lá no sertão
sempre encontra um jeito de voltar.
“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”

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