quinta-feira, 30 de julho de 2026

Absurdo ilegal, por Sérgio Moro - Senador da República


Absurdo ilegal

Sérgio Moro - Senador da República

 Fonte - X (ex-twitter)

"Não pode entrevistas, rede social, cartas, vídeos e agora também não pode vídeo de IA com a imagem e voz de Jair Bolsonaro apoiando a candidatura presidencial do filho, mesmo sendo identificada a produção como IA e mesmo sendo inequívoco o apoio do pai ao filho. E as decisões nem são do TSE, mas do Ministro da execução penal, essa nova criação brasileira. Tudo isso virou um grande absurdo ilegal."

Quando vamos sair do cerco perseguidor?


quarta-feira, 29 de julho de 2026

NEM TUDO JUSTO, NEM TUDO PERFEITO - Pelo escritor e poeta Carlos Alberto Lima Coelho


NEM TUDO JUSTO, NEM TUDO PERFEITO

Carlos Alberto Lima Coelho, poeta e escritor

São Luís-Maranhão-Brasil


A vida nos ensina, dia após dia, que nem tudo é justo e nem tudo é perfeito em nossa caminhada pelo mundo físico. Há momentos em que nos perguntamos por que determinadas portas se fecham, por que certas pessoas mudam de direção ou por que a gratidão, tantas vezes, parece perder espaço para a indiferença.

Talvez seja porque a Terra ainda seja uma escola, e não um prêmio. Aqui, as lições nem sempre chegam envoltas em flores; muitas vezes, apresentam-se em forma de desafios, decepções e silenciosas renúncias.

Quando, por qualquer motivo, alguém se afasta da Casa do Pai, é como se atravessasse um portal invisível. O coração, antes alimentado pela fraternidade e pelo propósito, passa a sentir o peso de um mundo estranho, onde a competição substitui a cooperação, o orgulho tenta calar a humildade e a disputa parece ocupar o lugar da paz.

É nesse instante que percebemos o verdadeiro valor do abrigo espiritual. Não pelas paredes que o sustentam, mas pelos sentimentos que ali aprendemos a cultivar. A Casa do Pai não é apenas um endereço; é um estado de consciência que nos recorda quem realmente somos.

Fora dela, o ruído das vaidades pode ser ensurdecedor. Dentro dela, até o silêncio ensina. Lá fora, muitos disputam posições; aqui dentro, aprendemos a servir. Lá fora, mede-se o sucesso pelo que se conquista; na escola do espírito, mede-se a grandeza pela capacidade de amar, perdoar e recomeçar.

Nem tudo será justo. Nem tudo será perfeito. Mas tudo pode ser útil quando permitimos que cada experiência nos aproxime mais de Deus.

No fim das contas, não é a injustiça do caminho que define nosso destino, mas a maneira como escolhemos percorrê-lo. Quem conserva a fé, a serenidade e a consciência tranquila jamais estará distante da verdadeira Casa do Pai, porque ela continuará existindo, viva, dentro do próprio coração.


Escritor e Poeta 


OLHAR & APARÊNCIA - Texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


OLHAR & APARÊNCIA


Texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Um para o belo e outro para o feio. Para o primeiro, meus olhos ficaram serenos, oblíquos. Para o segundo, meus olhos ficaram espantados, esbugalhados.
Naturalmente.
Não fui o primeiro a ter essa visão. Muitos tiveram essa experiência, também...
A pergunta que fica para olhares tão diferentes: o que é o feio? O que é o belo?
O que poderá ser belo para mim, poderá ser feio para outro e vice versa...
Antagonicamente.
Meu Deus, tem um terceiro olhar em direção do que não é nem feio, tampouco belo...
Entremente.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 29.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


"A MULHER DO PRÓXIMO", SUCESSO DE VENDAGEM - Por Nonato Reis, poeta, jornalista e escritor


"A MULHER DO PRÓXIMO", SUCESSO DE VENDAGEM

 Nonato Reis

Meu novo livro, "A mulher do próximo", com lançamento previsto para o final de agosto, na Livraria AMEI, já é sucesso de vendagem, a exemplo dos livros anteriores. Mais de 200 leitores solicitaram inclusão em lista de reserva, e desses, muitos já até anteciparam a compra.

Cada exemplar custa 50 reais, e pode ser adquirido por meio de pix ou depósito em conta corrente. Os interessados podem solicitar reserva por meio de contato pelo WhatsApp do autor. A edição do livro é limitada.

A Mulher do Próximo é um conjunto de textos ambientados no povoado histórico de Ibacazinho, Viana, berço da catequese jesuítica do município, que se estendeu de 1680 a 1755, quando os inacianos foram expulsos do Maranhão, por ordem do Marquês de Pombal, primeiro-ministro do rei Dom José I.


O livro marca a minha estreia na narrativa do conto. Esta é a minha décima obra. Antes, publiquei três romances, 5 livros de crônicas e um de memória.

Em A Mulher do Próximo dou vida a personagens e fatos que marcaram a história de Viana e do próprio Ibacazinho. E também presto singela homenagem a vianenses que se destacaram em diferentes ramos de atividades, como Chico Gomes (deputado estadual e prefeito), Sinhô Penha (comerciante), Rosário Garcia (secretaria de saúde), Acrísio Mendonça (empresário e prefeito) Benito Filho (empresário) e Bonifácio Serra (enfermeiro).


Poeta Sertanejo - As vezes viajo montando na recordação.


Poeta Sertanejo

29 / 07 / 2026

As vezes viajo montando na recordação.

E vou parar lá na encosta da serra, às margens do ribeirão.

Ali eu vejo um mundo pequeno em formação.

E vou recordando momentos, que nunca saíram da imaginação.

Ainda vejo o velho carreiro, eu pequeno candeeiro, à frente do carretão.


Me lembro da velha casa de tábuas, e do coberto do pilão.

Minha mãe à beira do tacho, fazendo seu sabão.

Lenha cortada no machado, pai tinha ciúmes do seu facão.

A tulha ao lado, armazenava o milho e o feijão.

Um cantinho pro arado, e traia do bragado, cavalo de estimação.

As águas da biquinha, que passa na frente da cozinha e ia pro ribeirão.


O pomar no fundo de casa, morada do sanhaço, lugar onde o sabiá cantava com emoção.

O velho pé de manga, e o banco de madeira, lugar onde se contavam os causos de assombração.

Um arame num toco enfiado ao chão, uma corrente no pescoço prendia o velho sultão.

Do mesmo jeito que hoje, a saudade prende meu pobre coração.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


terça-feira, 28 de julho de 2026

Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados - Textos Filosóficos e Espirituais, por Manoel Lopes



Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados

Textos Filosóficos e Espirituais

Por Manoel Lopes

Ao ler recentemente um resumo do livro Filosofia Bantu de Placide Tempels, senti algo muito interessante acontecer dentro de mim. Muitos conceitos apresentados pelo autor pareciam dialogar profundamente com ensinamentos que venho recebendo há décadas dentro da Umbanda, especialmente através da orientação espiritual do Caboclo Mata Verde.

Neste ano completo 51 anos de mediunato umbandista. Durante toda essa caminhada espiritual, sempre compreendi a Umbanda como uma religião profundamente ligada aos Orixás e, mais raramente, aos Inquices, além dos espíritos de Caboclos, Pretos Velhos, Baianos, Exus e tantas outras entidades que trabalham em benefício da humanidade. Porém, ao longo desses anos, o Caboclo Mata Verde foi gradualmente me apresentando uma visão mais ampla da espiritualidade, algo que inicialmente chamávamos de “Doutrina dos Sete Reinos Sagrados” e que hoje prefiro chamar de Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados.

Essa visão espiritual sempre me pareceu muito simples, lógica e profundamente conectada à natureza. Talvez justamente por isso faça tanto sentido. Ela oferece uma maneira de compreender praticamente todas as relações existentes dentro da Umbanda: os Orixás, os espíritos, as forças da natureza, as oferendas, o axé, as doenças, os desequilíbrios espirituais e até mesmo o próprio sentido da vida na Terra.

A ideia central é muito clara: vivemos no planeta Terra, portanto precisamos compreender o planeta em que vivemos. Precisamos observar sua formação, sua evolução e as forças que atuam em sua existência há bilhões de anos. Dentro da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados, dividimos o processo de formação do planeta em sete grandes etapas vibratórias, chamadas de reinos:

Fogo, Terra, Ar, Água, Matas, Humanidade e Almas.

Cada um desses reinos representa uma fase da formação da Terra e também uma força espiritual atuante na natureza e na vida humana. Cada reino é regido por uma Divindade Primordial, um Orixá primordial que canaliza seu axé nos elementos pertencentes ao seu reino.

Essas divindades não são entendidas como seres humanos sobrenaturais sentados em algum lugar do universo. São forças cósmicas, inteligências da natureza, campos espirituais que atuam constantemente sobre toda a criação. O fogo existe, a água existe, o ar existe, as matas existem, a humanidade existe e o mundo espiritual também existe. Tudo isso forma um grande sistema vivo e interligado.

Nós fazemos parte da natureza. Não estamos separados dela.

E talvez esse seja um dos pontos mais importantes dessa visão espiritual. Quando nos afastamos do equilíbrio dessas forças naturais e espirituais, adoecemos. Muitas doenças não são apenas físicas; elas também podem representar desequilíbrios emocionais, energéticos e espirituais. Precisamos harmonizar novamente essas forças dentro de nós.

Foi exatamente nesse ponto que encontrei uma enorme aproximação com as ideias apresentadas por Placide Tempels sobre a religiosidade e a filosofia bantu.

Segundo Tempels, a base da filosofia bantu não está na ideia de um “ser” estático, parado e separado, como muitas vezes acontece na filosofia ocidental. Para os bantu, tudo no universo possui força vital. Existir é possuir energia. Deus, espíritos, ancestrais, seres humanos, animais, plantas e minerais fazem parte de uma imensa rede de forças interligadas.

Ao ler isso, imediatamente lembrei dos ensinamentos dos Sete Reinos Sagrados.

Na tradição que venho aprendendo ao longo desses anos, tudo possui vibração, tudo possui axé, tudo possui força espiritual. Uma pedra possui energia. Uma árvore possui energia. Um rio possui energia. O fogo possui energia. As ervas possuem energia. Os espíritos possuem energia. O ser humano também possui energia espiritual.

Nada está isolado.

Tempels também afirma que a vida depende da harmonia entre essas forças. Quando há equilíbrio, existe saúde, prosperidade e crescimento espiritual. Quando há desequilíbrio, surgem doenças, sofrimento, perturbações e enfraquecimento da força vital.

Mais uma vez encontrei uma profunda semelhança com aquilo que aprendemos na Umbanda e na Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados. Muitas vezes um passe, um banho de ervas, uma defumação, uma oração ou uma oferenda têm justamente o objetivo de reorganizar essas forças invisíveis que atuam sobre nossa vida.

Outro ponto que me chamou muita atenção foi a visão bantu de que o ser humano não existe sozinho. A pessoa existe em relação à família, aos ancestrais, à comunidade, à natureza e ao mundo espiritual. Isso também se harmoniza profundamente com a Umbanda. Somos parte de algo muito maior. Estamos ligados aos nossos ancestrais, aos espíritos protetores, às forças da natureza e aos Orixás.

A espiritualidade não está separada da vida material. Tudo está conectado.

Senti uma ligação muito forte com a religiosidade bantu ao entrar em contato com essas ideias. Não apenas por questões históricas da Umbanda, mas principalmente pela visão espiritual da natureza como um organismo vivo, dinâmico e sagrado.

Pretendo me aprofundar ainda mais nesse conhecimento, porque sinto que muitos fundamentos da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados se harmonizam profundamente com a visão bantu da vida, da espiritualidade e da natureza.

Talvez existam raízes muito antigas ligando esses conhecimentos.

E talvez o mais importante seja perceber que diferentes povos, em diferentes épocas, chegaram a conclusões semelhantes: a vida é uma grande rede de forças interligadas, e somente através do equilíbrio entre elas podemos encontrar saúde, consciência, harmonia e evolução espiritual.

São Vicente, 19/05/2026

Manoel Lopes


ITAPECURU E A ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA...

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

ITAPECURU E A ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA

No dia 28 de julho, comemora-se a Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, ocorrida quase um ano após o famoso grito de D. Pedro às margens do Ipiranga. Uma semana antes, em 20 de julho de 1823, tropas leais à Coroa portuguesa que defendiam a colonização e forças pró-independência se posicionavam próximas a Itapecuru, prontas para o confronto.

Graças à atuação de um grupo de itapecuruenses, o conflito foi evitado. Destacou-se o fidalgo José Félix Pereira de Burgos, que chegou à vila como defensor de Portugal, mas mudou de lado ao perceber o desejo do povo por independência. Ele articulou a formação de uma junta governativa provisória, encerrando a resistência portuguesa no Maranhão. Em reconhecimento, foi nomeado Barão do Itapecuru.

Enquanto a Junta Governativa de São Luís mantinha lealdade a Portugal, em Itapecuru, sob comando do alferes Salvador de Oliveira, proclamava-se a adesão do Maranhão ao Brasil independente, com a eleição de uma junta composta por sete membros – quatro de Itapecuru e três da capital.

O professor Mário Meireles, em “Dez estudos históricos”, defende que a verdadeira adesão ocorreu em Itapecuru, no dia 20 de julho. Ele contesta a Lei nº 11, de 1835, que instituiu o dia 28 como data oficial da comemoração, reafirmada pela Lei nº 1.092, de 1923, aprovada pelo Congresso Estadual.

*Este texto foi adaptado de publicações dos imortais Benedito Buzar, Jucey Santana e Alberto Júnior. 


Fonte - Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes


ESCRITOS & SAUDADES - Do poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira


ESCRITOS & SAUDADES

Do poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira

Para mim, é relativo, o sentir - principalmente daquilo que passou...

Olhando meus escritos, constato um mundo de saudade, na medida que tenho convicção de que não há mais retorno...

Não posso mais me apropriar do que me causa esse sentimento de perda. Não há como...

O que posso fazer é apenas ficar com o substrato do que passou, nada mais.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 28.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


Poeta Sertanejo... - Quando a saudade invade o peito machucando a alma...


Poeta Sertanejo...

28 / 07 / 2026

Quando a saudade invade o peito machucando a alma.

Eu venho pra cá e sinto, do ambiente toda calma.

Qual me oferece o lugar, fico ouvindo o murmurinho das águas.

Do pequeno riacho deslizando vale abaixo, que mais parece uma canção.

Deitado numa rede armada sobre duas árvores, ouço com atenção.

O canto alegre de um sabiá, que canta com emoção.


Onde representa cantar exclusivamente só para mim, dizendo se alegra meu irmão.

E é nesta hora que a natureza minha alma vigora, então volto a ser menino.

É uma lima que se esfrega no corte de uma enxada.

É gotículas de suor da testa suada caindo, o mato deitado, uma planta podada.

E tudo fica mais bonito, lá vou eu escutando a melodia da voz da natureza.

Daquelas escrita por grandes poetas que trazem com sigo encanto e magia.


Levando alegria para alma de outrora entristecida.

Talvez você se sinta surpreendido, porém pra mim não é nenhuma surpresa.

Se me perguntarem o que é melhor, que os médicos, direi que chamasse simplesmente natureza.

Bom dia meu povooooo

Que Deus abençoe a cada um de vocês meus queridos


sábado, 25 de julho de 2026

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

25 / 07 /2026




Ser escritor é transformar sentimentos em palavras e dar voz ao que muitas vezes o coração não consegue dizer. É eternizar memórias, despertar emoções, provocar reflexões e construir pontes entre pessoas por meio da literatura. Escrever é um ato de coragem, sensibilidade e esperança, pois cada texto tem o poder de tocar uma vida e permanecer vivo muito além do tempo.


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