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Como afirmei no início desse reinício, inaugurando este novo blog, eu nasci respirando política, mesmo na ditadura.
Em 1947, na minha terra de Upaon-açu, nos tempos que a força do chicote vitorinista era a lei, havia também uma forte oposição comandada pelo general Lino Machado, com a participação ativa de Neiva Moreira, àquela época, político e jornalista, além da luta de outros bravos maranhense que desejavam enterrar o vitorinismo. Eu, ainda menino, ficava só na torcida, comendo manga passada na farinha d’água, e andando de calças curtas nas ruas da cidade.
O Maranhão, naquele ano de 1947, vivia uma febre de Lino, e não havia dúvidas de que o general ganharia as eleições. Vitorino sem arquivar o chicote, usou também a intriga para dividir as oposições. O chicote, a fraude e a intriga derrotaram Lino Machado, elegendo Sebastião Archer da Silva, o candidato do coronelismo vitorinista. Dizem que essa foi a maior fraude eleitoral registrada no Maranhão, sem qualquer culpa do Sarney, não integrado – naquela época - “nessas” artes (de fazer ou de impedir)... Ué!... O jovem - dito /cujo/falado - só tinha 17 anos, quando a fraude de 1947 derrotou Lino Machado. Fora, portanto, por falta de idade!... Depois, o dito/cujo/falado nos dias de hoje - agora com seus 82 anos - cresceu na melodia política... Passou a ser o Vitorino de ontem, com direito a foto, junto com o ex-coronel...

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