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terça-feira, 23 de junho de 2015

Nem Sarney e, talvez, nem Dino

Vitorino e Sarney - Os dois juntos - 70 anos de poder...




HS
Os fatos mudam a história.
Vitorino Freire, que chegou ao Maranhão pelas mãos de Martins de Almeida, passou um período fora do Estado, talvez - quem sabe!... - com medo de Paulo Ramos, então interventor nomeado por Getúlio.
Com a redemocratização e a eleição do general Dutra para a presidência da República, o vituca voltou forte. Armaram um acordo - aliança forte - de Vitorino com Genésio Rego. Mas eles não se gostavam e Vitorino jamais aceitaria a vontade de Genésio que sonhava em ser governador do Maranhão. Houve uma briga antes do tempo e Vitorino foi buscar Sebastião Archer da Silva, homem de posses lá de Codó. 
Havia no Maranhão um homem culto, valente, um orador de primeira grandeza, general do exército brasileiro, político tarimbado, de nome Lino Machado. Amado pelo povo, jamais, numa eleição limpa, perderia para o candidato de Vitorino. Mas a vitória foi de Sebastião... Todo mundo, daquela época, sabe como foi.
Digo sem medo de errar: Se Lino ganhasse aquela eleição de 1947, o poeta Sarney jamais teria inventado um reinado de meio século. E também, com certeza e a bem da verdade, não haveria o reizinho de hoje alojado nos leões!... As lideranças seriam outras.
Há ainda outro fato. Se não houvesse o golpe militar de 64, mesmo com a derrota de Lino em 1947, o governador do Maranhão para derrotar o Vitorino seria o Neiva Moreira, planejado para acontecer na eleição de 1965.... Mas Neiva foi cassado.
Dois fatos, portanto, beneficiaram o Sarney.

De HS, direto da redação do blog...

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