Busca

domingo, 12 de julho de 2015

Coluna do Jersan

MERGULHO AO DESCRÉDITO

Jersan Araújo



Todas as pesquisas de opinião indicam que, no Brasil, suas principais instituições mergulharam profundamente ao descrédito. A Presidência da República, o Congresso Nacional e os partidos políticos lideram o ranking da desconfiança da maioria do povo brasileiro. Também, pudera: a corrupção hoje institucionalizada no país é a bandeira permanentemente desfraldada em quase todos os setores do governo, a debochar da boa índole e da paciência de uma população cansada de sofrer. Sofrer como vítima do descaso e da irresponsabilidade de administradores e políticos descompromissados com os interesses públicos. 

E quando temos uma presidente que, no afã de ganhar uma eleição, atropela a ética com “pedaladas” desenfreadas, um presidente do Senado e do Congresso envolvido em processos fraudulentos e indecorosos e um presidente da Câmara Federal sob investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, não se poderia esperar outra reação da opinião pública a não ser esta: reprovação, indignação...

E ainda surgem parlamentares opinando que o Tesouro Nacional não teria condição de pagar o reajuste nos proventos dos aposentados e pensionistas aprovado, semana passada, pelo Senado Federal, relativo à inflação do ano anterior e mais 1% do PIB dos últimos dois anos. Logo após a aprovação, defendida pelo senador Paim (PT-RS), colegas dele, obedientes ao governo e com o peculiar autoritarismo, afirmaram que “a presidente Dilma vetará esse aumento”.

A Previdência Social, em que pese às falcatruas, estaria com seu orçamento equilibrado. Mas alguns analistas entendem que não e como se trata de um verdadeiro “saco de gatos”, difícil é se tomar conhecimento da realidade. Enquanto isso chega ao conhecimento público de que os governos petistas já torraram cerca de R$ 615 milhões com os chamados cartões corporativos. E quem paga a conta? Lógico, os contribuintes.

A última pesquisa do Instituto Data Folha, encomendada pela Ordem dos Advogados do Brasil mostra que as Forças Armadas e o Conselho Federal da OAB são as instituições mais confiáveis entre os brasileiros. Os políticos estão em baixa.

COMBATE À CORRUPÇÃO I 

No Maranhão, como em quase todos os estados da federação, a corrupção andava solta nos governos da oligarquia. A constatação desse fato surge agora e poderá tomar proporções ainda maiores, quando o governador Flávio Dino toma conhecimento e torna público resultados das auditorias que mandou realizar em vários setores da administração estadual. Há indícios fortes de irregularidades na Secretaria de Saúde e o ex-secretário Ricardo Murad responderia por isso na CPI que deverá ser instalada, com esse objetivo, na Assembléia Legislativa a partir de agosto.

As distorções encontradas no Porto do Itaqui e no Detran já teriam sido sanadas, porém, ninguém até agora responsabilizado. Os maranhenses apoiam as decisões do governador com relação aos investimentos feitos até aqui na Educação, na Saúde e na Segurança Pública. Os reflexos positivos dessas medidas demoram, mas, nem tanto. Em curto espaço de tempo a população começará a perceber os resultados e atentar para o fato de que a “mudança valeu à pena”.

COMBATE À CORRUPÇÃO II 

Combater a corrupção como se fora o câncer mais agressivo e maligno é, sobretudo, um ato de coragem, determinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), no Maranhão. Mas, para que a dose de combate a essa doença seja completa, é preciso responsabilizar, nos conformes da Lei, os responsáveis pela sangria aos cofres públicos; detectar os focos supostamente ativos e decretar o seu “sepultamento”, definitivamente. Sem corrupção, com os investimentos nos setores produtivos e com a vontade política demonstrada, os frutos serão colhidos em muito breve no Maranhão. Frutos de boa qualidade. Os podres, para o lixo!...

ATÉ ÍNDIOS? 

A imprensa noticia que no episódio do transporte escolar indígena houve tentativa de burlar o governo com a cobrança de dívida sem a comprovação da prestação dos serviços. Empresários do setor e até índios seriam beneficiados, caso o governo cedesse às pressões dos envolvidos. Pelo contrário: o governador Flávio Dino autorizou o pagamento de débitos comprovados em 2013 e 2014 que atingem cerca de R$ 4 milhões, mas já declarou que não pagará supostas dívidas, “diante da inexistência de condições jurídicas para que haja tais pagamentos que chegariam a R$ 50 milhões conforme o deseja de alguns empresários”. Índio quer apito?

FISCALIZAR? 

Uma das principais funções do legislador municipal é fiscalizar os atos do Poder Executivo, do respectivo município. Mas, que autoridade moral uma Câmara que não cumpre o próprio dever de se estruturar administrativamente, de regularizar a situação funcional dos seus servidores e nem de concretizar parcerias supostamente existentes com outras instituições, teria para realizar suas atividades? Só aqueles que cumprem rigorosamente com as suas responsabilidades, podem cobrar retidão de quem o fiscaliza. Conclui-se, portanto, que a maioria das câmaras municipais deixa de fazer o seu trabalho, porque não cumpre, sequer, o dever de casa.

“INVOCANDO BONS ESPÍRITOS” 

Funcionários da Câmara Municipal de São Luís estão pedindo ao presidente e aos demais membros da Mesa Diretora da Casa, que “invoque” os bons espíritos para iluminá-los e resolver a questão do contrato com a instituição bancária que vai ficar com a conta daquele poder, hoje administrada pelo Bradesco. O Banco do Brasil, Santander e Itaú estariam interessados no assunto. Afinal, o que está faltando para se por um fim a esse impasse, e facilitar a vida dos servidores?

BAIXADA MARANHENSE 

O Fórum em Defesa da Baixada Maranhense foi criado para preencher uma lacuna existente entre as várias esferas do Poder Público e a sociedade civil organizada. Nessa perspectiva, no último sábado (04/07) elegeu a sua primeira diretoria executiva e o seu conselho fiscal para um mandato de dois anos, em assembleia geral promovida na sede da AABB. O advogado Flávio Braga (Peri-Mirim) foi eleito por unanimidade o presidente da entidade, e os professores Felipe Ângelo (Viana) e João Batista Azevedo (São João Batista), primeiro e segundo vice, respectivamente.

Na oportunidade, o Fórum também homenageou o ex-deputado Jota Pinto pelos relevantes serviços prestados ao território da Baixada e o professor Natalino Salgado, que se tornou o mais novo membro ilustre do Fórum da Baixada. O reitor da Universidade Federal do Maranhão recebeu uma placa de menção honrosa por conta dos relevantes serviços prestados em prol da educação superior na região. Natalino Salgado foi o responsável por implantar o Campus da UFMA em Pinheiro, que oferta graduação em Educação Física, Engenharia da Pesca, Enfermagem e Medicina, feito que contribuirá decisivamente para o engrandecimento da nossa região e para a criação, no futuro, da Universidade Federal da Baixada Maranhense.

Nenhum comentário: