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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Obras de contenção e ações preventivas minimizam efeito das chuvas em Curitiba


Os efeitos das fortes chuvas que caíram desde a sexta-feira (10)  em Curitiba foram minimizados graças às ações que a Prefeitura de Curitiba vem adotando nos últimos meses e também ao investimento feito em obras para a contenção de cheias. Mesmo com um volume de chuva acima do normal para a época, não houve inundações nem maiores transtornos para a população.
Somente no período das 10 horas de domingo (12) às 9 horas desta segunda-feira (13), as estações de medição de chuvas registraram 25 milímetros de precipitação no bairro Umbará. De acordo com dados do Simepar, foram registrados 53 milímetros de chuvas no fim de semana na capital paranaense.  "No ano passado, por exemplo, com a mesma quantidade de chuva teríamos de duas a três áreas inundadas ao longo do Rio Barigui. Felizmente não ocorreu”, comentou o secretário municipal de Meio Ambiente, Renato Lima.
O Rio Belém atingiu 2,5 metros de altura no início da madrugada desta segunda-feira, enquanto o Rio Barigui tinha nível de 1,75 metro no mesmo horário – as medidas são cerca de um metro superiores à média dos rios.
Obras e serviços
Trabalhos contínuos de prevenção contra cheias dos rios, como os realizados pelas equipes Olhos D’Água, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, podem ser melhor compreendidos pela população em casos de chuvas fortes, como o ocorrido no final de semana.
Neste mês, um balanço das ações dessas equipes foi divulgado pela Prefeitura. Em média, as duas equipes retiram 50 toneladas de lixo mensais de rios da cidade, em um trabalho que custou para a Prefeitura, apenas no primeiro semestre deste ano, R$ 1,68 milhão.
As atividades de manutenção e limpeza são programadas através de um relatório diário entregue pelos Distritos de Manutenção Urbana para as equipes contratadas e próprias da Prefeitura que executam a remoção de entulhos, caliça, terra; fazem terraplenagem, drenagem, limpeza de caixas de captação; desobstrução de galerias de água pluvial, roçadas, entre outros.
Atualmente as equipes concentram esforços no canal extravasor ao lado da linha férrea que corta os bairro Uberaba e Cajuru.
Obras voltadas a gestão de risco também têm sido efetuadas pela atual administração. Em junho foram anunciadas quatro importantes intervenções que irão melhorar a drenagem e o controle da vazão, reduzindo o risco de enchentes em vários pontos das regionais Portão, CIC e Boqueirão. Com recursos do Governo Federal, serão feitas obras de macrodrenagem que vão custar aproximadamente R$ 120 milhões.
Três lotes serão executados para o controle de cheias do Rio Pinheirinho, na bacia do Rio Iguaçu/sub-bacia do Rio Belém, com a construção de contenções em concreto, indutores de retardo no fluxo da água, condutos forçados e estações de bombeamento. Serão beneficiados os bairros Hauer, Fanny, Lindóia, Parolin e Guaíra.
Outra grande intervenção de macrodrenagem vai ser executada no Rio Barigui, entre a Rua Dionira Molleta Klemtz, no bairro Fazendinha e o Rio Iguaçu, no Bairro Caximba. Em uma extensão de 22 quilômetros serão construídos muros de contenção em 17 trechos para garantir a estabilidade do solo e evitar a erosão nas margens do rio. Além disso, a obra também vai melhorar o fluxo do Rio Barigui e deverá ser finalizada em um ano. O custo será de R$ 11 milhões com recursos do PAC 2 Drenagem e terá contrapartida da Prefeitura de Curitiba.  
Intervenções
Entre as intervenções e medidas implementadas pela Prefeitura de Curitiba para minimizar o efeito das cheias nos rios que cortam a cidade, o secretário Renato Lima destaca:
- a fiscalização da colocação e manutenção das caixas de contenção de água de inundação;
- manutenção e limpeza de galerias pluviais;
- recuperação e manutenção das cabeceiras de rios;
- recuperação da permeabilidade do solo em toda a cidade, fazendo com que a água infiltre no terreno e não vá diretamente para os rios;
- ampliação da capacidade de reservação em todas as bacias;
- criação de parques como o Guairacá, que reservam a água e, com o término da chuva, liberam-na em fluxo de forma gradativa;
 - obras de contenção (colocação de taludes nas margens dos rios) e alargamento dos canais (que reflete no aumento da capacidade de reservação dos rios). 

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