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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O dinheiro está curto

Crônica do amanhecer

De HS

É o que estão dizendo por aí: o dinheiro está curto e nunca encurtou tanto. Na ilha de Upaon-Açu, em qualquer dos quatro municípios da Ilha, onde o quiabo e o maxixe faziam a festa e até saltitavam, pedindo quase em festa!...  "Levem-me!... Podem encher as duas mãos..., é com as mãos cheias e um precinho bem pequeno", dizia o maxixe... 
"Olha o quiabinho vendido na cuia, quase de graça", afirmava o quiabo... 
Hoje, com a crise, o quiabo e o maxixe, com preços nas alturas!... A vinagreira só sai da banca, nesses tempos de agora, em troca por um maço de dinheiro. Não tem mais bobó barato... Nem sei se ainda tem o bobó maranhense de vinagreira batida com joão-gome!... O maxixe guisado ficou até vaidoso, dizendo ser um produto de elegância adornado com preço de luxo: tá crescendo mais do que dólar americano, no mercado brasileiro...  
Ué!... Que bom era na minha terra aquele guisadinho de maxixe!... Hoje, o guisado ficou caro.   
E olho para o tempo e peço que ele me leve à lembrança de um passado mais longe. Naqueles tempos, quando eu era ainda menino de calça curta, a Ilha da minha terra era (foi se quiseram mudar a expressão verbal) uma grande produtora de frutas e verduras, notadamente nas regiões de Pedrinhas, Estiva, Maracanã e nos terreiros da Maioba... Plantava-se, dava... Jogava-se semente, nascia. Era fartura de frutas e verduras; e havia muitas sopas de picados de verduras no jantar da noite, com acompanhamento de um pãozinho quente, das padarias a lenha.
Hoje tá tudo muito difícil. Nos supermercados olhamos olhos assustados olhando os preços e com muita gente botando e tirando os óculos, de rostos apreensivos com os preços... Ninguém aguenta mais!
É a inflação!... Chegou forte e está nos baleando. É tiro certo contra a gente...
Agora, é aguentar... Aguenta Brasil...

De HS, de algum ponto da cidade...

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