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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Solução para a crise depende de reforma administrativa, fiscalização de gastos e controle da dívida



Corrigir a estrutura agigantada da máquina pública a partir de uma ousada e severa reforma administrativa, seguir um novo programa financeiro que melhore a administração da dívida pública brasileira, implantar um programa eficaz de fiscalização e controle dos gastos para conter a hemorragia interminável nas contas públicas. Para o senador Alvaro Dias, essas são algumas das ações urgentes e necessárias que o governo federal deveria adotar para tentar vencer a atual crise política e econômica que estão levando o país a enfrentar uma recessão prolongada e de efeitos nocivos para a sociedade.
O senador Alvaro Dias, na sessão plenária desta terça-feira, louvou iniciativa do presidente do Senado, Renan Calheiros, que lançou um conjunto de propostas – chamado de “Agenda Brasil” – para a retomada do crescimento e que foi apresentado à equipe econômica do governo. Para Alvaro Dias, a iniciativa do presidente do Senado atende as exigências atuais da sociedade brasileira, que pede propostas e soluções para a recuperação econômica do País.
“V. Exª, senador Renan Calheiros, traz uma agenda que propõe segurança jurídica para o ambiente econômico; aquecimento da economia com atração de investimentos. Creio que todos nós, oposição e governo, entendemos que essas metas devem ser buscadas incansavelmente. Mas imagino que pode e deve o governo Dilma, ousar muito mais para sairmos desta crise”, disse o senador Alvaro Dias.
Em seu pronunciamento, o senador Alvaro Dias afirmou que o governo Dilma tem a obrigação de implantar uma reforma de cima a baixo na estrutura da administração pública brasileira, buscando uma economia possível de cerca de R$ 300 bilhões anualmente. “Esta é uma reforma inadiável até para que o governo possa ter autoridade de propor o ajuste fiscal que vem propondo”, explicou o senador. Já em sobre a dívida pública brasileira, Alvaro Dias destacou que hoje ela consome cerca de 7% do PIB anualmente, “um patamar sem simetria com os outros países, inclusive os mais endividados, que gastam do seu PIB menos do que a metade do que nós gastamos a cada ano”, disse.
“É preciso que o governo brasileiro possa se inspirar nos programas desses países mais endividados do mundo, para que nós possamos recuar em relação aos gastos excessivos para a rolagem da dívida anualmente. Aliás, dívida que cresce assustadoramente também em razão da política praticada pelo governo, de combate à inflação, que promove reajustes constantes na taxa Selic. E nós sabemos que 0,5% de reajuste da taxa Selic significa aumento de R$7 bilhões da dívida; 1% de aumento da taxa Selic, R$15 bilhões de aumento na dívida pública”, concluiu o senador Alvaro Dias.
Ao completar seu discurso, o senador disse que ao mesmo tempo em que cabe ao governo tomar a iniciativa de projetos, cabe à oposição estabelecer a fiscalização minuciosa dos atos e gastos da administração pública. Para o senador Alvaro Dias, sem ousadia e coragem para implantar mudanças, a crise não será vencida rapidamente.
“Nós queremos mais ousadia, mais coragem do governo na direção de mudanças fundamentais. Essa ousadia tem que atingir exatamente a essência da crise. E nós aqui procuramos modestamente, com as nossas limitações, enumerar os focos da crise, que precisa implantar reformas essenciais que criem um novo futuro para o País”, completou o senador Alvaro Dias.

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