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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Coluna do Jersan

BALCÃO DE NEGÓCIOS


A mudança de posição dos congressistas é revoltante. Todas as matérias de interesse da população e, particularmente, do funcionalismo público, vetadas pela presidente Dilma Rousseff (PT) obrigaram os parlamentares, em sua maioria, voltarem atrás, como se confessassem o erro cometido, e aprovaram os vetos com a maior naturalidade. Na verdade, o que eles deixaram a entender, é que aprovaram referidas matérias, sabendo com antecedência que seriam vetadas, mas, que esse fato se transformaria em maior poder de barganha. E foi exatamente o que aconteceu. O BMDB assumiu o comando das negociações e será beneficiado com a “tal reforma ministerial” a ser anunciada nos próximos dias (ou horas) por Dilma Rousseff.

            Agora, para quarta-feira está prevista a realização de nova sessão do Congresso Nacional, quando mais dois vetos polêmicos serão votados: um relacionado ao reajuste dos funcionários da Justiça Federal e outro que estabelece reajuste aos aposentados e pensionistas do INSS. Diante do comportamento de deputados e senadores nas votações anteriores, deve-se admitir que esses vetos, também, serão mantidos, para decepção de todos aqueles que seriam beneficiados com os projetos aprovados. Os discursos inflamados em defesa dos servidores e aposentados, já não são pronunciados pela maioria que, uma vez beneficiada no balcão de negócios instituído no governo federal, optou pelo silêncio.

         É vergonhosa e revoltante a posição desses congressistas que mudam de acordo com o atendimento dos seus pleitos pessoais e/ou partidários, principalmente quando frustra a expectativa otimista de milhares de brasileiros que vêem seus salários sendo corroídos pela inflação e seu poder de compras indo para o abismo infernal. O presidente do Senado, Renan Calheiros aparenta uma posição de independência, de magistrado, mas, é o verdadeiro árbitro das negociações com o governo insustentável pela vontade da Nação, porém, inabalável quando expõe o seu poder e a sua vontade de permanecer no cargo, através do abominável método o “toma lá dá cá”. Há, portanto, mil razões para os funcionários da Justiça Federal e aposentados e pensionistas do INSS, não acreditarem na rejeição do veto e a conseqüente manutenção de suas melhorias salariais.

         IMPEACHMENT

         O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), todas as vezes que se sente acuado solta uma “bomba” que chega a estremecer o Palácio do Planalto, embora sabendo que esse comportamento visa, apenas, resguardar a sua frágil condição de chefe do Poder Legislativo. É a famosa troca de senhas: se a ameaça vem pra cima de mim eu a transfiro para os outros, com ou sem razão. O importante para eles é abrir o leque e colocar todos no mesmo barco. Assim, serão salvos ou naufragarão juntos.

         A resposta de Cunha à Questão de Ordem, encaminhada à Mesa, solicitando que lhe fosse indicado o caminho constitucional e regimentalmente legal para o pedido de impeachment da presidente Dilma, ouriçou os aliados do governo. Não entenderam o jogo de Cunha. Daí até o recebimento e o despacho ou encaminhamento para as Comissões Competentes e a votação no Plenário, sempre de acordo com as espúrias negociações, o “tempo passa e nada acontece”. Os arroubos do presidente da Câmara Federal são direcionados ao governo e objetivam, apenas, salvar a própria pele.

CHEFE PRESO

O ex-secretário da Casa Civil do Maranhão, João Abreu foi preso na tarde de sexta-feira (25), ao desembarcar no aeroporto de São Luís, quando retornava de São Paulo para se apresentar à polícia do Estado. João Abreu teve a prisão decretada pela a Justiça, e teve também o bloqueio dos bens no valor de R$ 3 milhões que o ex-secretário teria recebido em propinas para garantir o pagamento de precatórios no valor de R$ 134 milhões à empresa Constran-UTC Engenharia. 

ESTRADAS

            O Ministério Público ingressou na Justiça com uma ação que obriga o governo do estado a recuperar urgentemente a rodovia MA-014 no trecho entre São Vicente Férrer a Pinheiro que se encontra quase intransitável. Os buracos e a falta de sinalização colocam em risco a vida dos motoristas. Acontece que desde Vitória do Mearim, onde começa a estrada até Pinheiro carece de reparos. Essa rodovia foi “recuperada” nos governos de José Reinaldo, Jackson Lago e Roseana Sarney. Milhões de reais foram “enterrados” ali, mas a durabilidade dos serviços foi mínima. Não houve fiscalização?

            Espera-se que quando o governo Flávio Dino resolver recuperar essa importante rodovia, o faça obedecendo à técnica da engenharia. Que a fiscalização seja mais interessada, numa execução de serviços mais aprimorados. Fazer uma obra desse forte a “tom de caixa” é jogar dinheiro fora e não resolve o problema.

            EDITAL

           O presidente da Câmara Municipal, vereador Astro de Ogum, anunciou em matéria publicada nos jornais no último domingo, que o Edital para a posterior divulgação da licitação e contratação do estabelecimento bancário que vai administrar a conta da Câmara, se encontrava redigido e encaminhado à Procuradoria da Casa para a revisão. Uma semana se passou e, pelo visto, a procuradoria não concluiu o “trabalho”, porque até a última sexta-feira, a Assessoria de Imprensa não havia recebido a determinação para mandar à publicação o “misterioso edital”. O que estaria pegando? Incompetência não é.

          PAGAMENTO

        A Câmara Municipal que antigamente pagava o funcionalismo em dois ou, no máximo, em três dias, agora fracionou o pagamento dos salários dos servidores que passou a ser feito em até cinco dias diferentes. O presidente enfrenta dificuldades para manter o atual quadro de funcionários e o Ministério Público está cobrando providências. Em tempo: Há cerca de nove anos os servidores não têm aumento salarial.

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