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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vigilância e Oração

Que o Divino Espírito Santo prepare o coração de cada um de nós, cristãos, para receber o Salvador.


Dom Eurico dos Santos Veloso

Arcebispo Emérito de Juiz de Fora – MG

Duas atitudes são recomendadas aos discípulos à espera do Senhor que vem. A vigilância supõe discernimento, num mundo carregado de contradições, onde o risco de se extraviar dos caminhos de Deus é constante. O egoísmo é o principal dos males que nos extraviam. Quem se fecha em seu pequeno mundo, perdendo de vista os irmãos, de modo especial os mais sofredores, com toda certeza, será incapaz de acolher o Cristo que vem. Sendo vigilante, estará em condições de se precaver contra as solicitações do mal e se manter fiel ao projeto de Jesus.

A oração, por sua vez, é um desdobramento da vigilância. Orar significa estar em contínua sintonia com o Pai, cuja voz se ouve e cuja Palavra se obedece. A oração do discípulo vigilante é feita de atenção aos apelos do Pai, que fala através de fatos e pessoas, mesmo em situações inusitadas. A resposta acontece em forma de atos concretos de amor solidário.

A espiritualidade do Advento exige preparar o coração para receber o Senhor e acolhê-lo na pessoa dos pequenos e marginalizados.

Acolher a todos, indistintamente, é o mote da vida de vigilância e de oração. A nós bispos eméritos, que deixamos o governo pastoral de uma Igreja Pastoral por motivo de idade, nos dedicamos muito a oração. Nesse sentido, ao tomar conhecimento de que o Papa Francisco, por limite de idade, acolheu o pedido de renúncia do governo pastoral da Diocese da Campanha, do meu muito querido irmão Dom Diamantino Prata de Carvalho, no dia 25 de novembro de 2015, quero unir-me a este meu irmão e convidá-lo para que na oração e no testemunho, na esteira dos Beatos Nhá Chica e Padre Victor, possamos ser homens da oração para evangelizar a todos os povos.

Que o Divino Espírito Santo prepare o coração de cada um de nós, cristãos, para receber o Salvador. Que Ele faça de cada um de nós um discípulo vigilante na oração, pronto para reconhecê-lo nos irmãos mais pequeninos.

Abramos nosso coração. Que ele se encha de amor fraterno, a fim de que estejamos preparados para a vinda do Senhor.

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