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sábado, 23 de julho de 2016

A Menina Sonhadora e o Livro de Cabeceira


A Menina sonhadora gostava de ler
Ás vezes, varava a noite até amanhecer
Porém seu livro preferido era o mais misterioso
Porque tinha um segredo calado e maravilhoso

Todas as noites com sua alma faceira
Ela colocava seu livro preferido na cabeceira
Mas tinha medo de ler suas páginas de papel
Porque de uma forma sem sentido e cruel

Seus amigos e a mídia tinham contado o final
Do seu livro favorito, preferido e especial
O fim era triste, depressivo e sério
Que ela não queria cortar o mistério

Esta menina desejava mudar o fim
De uma obra consagrada enfim

Ela queria mandar uma carta ao autor
Que escreveu com primor e amor
Este seu livro predileto e favorito
Mas o problema é que ele já tinha falecido

Todas as noites ela sentia o cheiro
De um jeito sincero e verdadeiro
De seu livro favorito e adorado
Porém ela deixava o pobre de lado

Abrir aquele livro era como arrombar uma fechadura
Num momento de desespero, amargura e loucura
Abrir aquele livro era como quebrar uma magia
Que morava com emoção e harmonia

Na sua alma cheia de expectativa
Pelo livro de cabeceira da sua vida
Com aquela obra fechada ela se sentia viva

Pois ela inventava outro final na sua mente
Porque seu coração tinha um toque inocente.

(Luciana do Rocio Mallon)

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