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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Poema/Crônica de Lucinda

Raimunda Lucinda Martins


Eu e a minha verdade
ou seria minha mentira?
Quantas verdades vivemos?
Quantas mentiras de nós mesmos ocultamos?
Quantas vezes pensamos que falamos verdades?
Quantas mentiras dizemos acreditando que são verdades?
Quantas verdades são forjadas a partir de pequenas ou grandes mentiras?
Quantas verdades matam?
Quantas mentiras salvam?
Quantas vezes vivemos entre um mar de verdades que são tidas como mentiras?
Quantas mentiras nós vivemos acreditando que foram inventadas de forma inocente e na verdade, foram cruelmente construídas na mente insana de um aparente ser bondoso que desejava enganar, destruir algo ou alguém que o incomodava
Eu e a minha verdade
ou seria minha mentira?
Continuo a pensar, a refletir sobre mentiras, verdades.
Quantas atropelam a vida do dia a dia?
Há meias verdades, há meias mentiras.
Há pessoas que juram nunca mentir.
Será? Ora, eu tiro por mim. Hora penso estar falando a maior das verdades, e
, no entanto, percebo que disse a mais descarada mentira!
Ora eu penso estar mentindo, tremo no meu olhar, e mais tarde, bem mais tarde, a luz da verdade vem a mim, e percebo que falei o que era verdade, ocultei de mim, a mentira.
Verdades inteiras
Mentiras diversas
elas compõem a nossa vida
Atire a primeira pedra aquele ou aquela que nunca se enganou, que nunca olvidou-se, dizendo ou jurando falar a verdade, e no entanto estava com rosto pétreo, falando a maior mentira! Ou de repente, deixou-se enganar, e acabou jurando para si uma grande verdade, escondendo uma pitada de mentira.
Agora, pergunte-se: Verdades ou mentiras? Pode jurar estar dizendo sempre, totalmente a verdade?

(24/08/2016)

Raimunda Lucinda Martins


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