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sábado, 8 de outubro de 2016

No 1º debate do 2º turno, Freixo e Crivella tentam associar rival ao PT

Do UOL

Marcelo Crivella (à esquerda) e Marcelo Freixo (à direita) participam de debate da Band
Os candidatos Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) começaram o primeiro debate do segundo turno da eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (7), tentando associar o PT e o escândalo de desvio de dinheiro da Petrobras, investigado na Operação Lava Jato, ao adversário. Foi um dos poucos atritos entre os dois, que após este embate baixaram o tom e focaram o debate sobretudo em propostas de governo.

Esta semana, o PT declarou apoio a Freixo. Nas eleições deste ano no Rio, o PT não teve candidato próprio, mas integrou a chapa da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), com o vice Edson Santos.

O partido sofreu uma grande derrota nas urnas, perdendo inclusive a Prefeitura de São Paulo, a maior cidade do país, governada pelo prefeito Fernando Haddad (PT). Segundo a Comissão Executiva da legenda, o desempenho eleitoral "superou as expectativas mais pessimistas".

"Você tem ao seu lado partidos que protagonizaram grandes escândalos. O escândalo do petrolão é o maior da história. Eles são os seus maiores aliados", declarou Crivella.

"Eu quero falar uma coisa para o senhor, partidos que apoiam no segundo turno existem, tem do seu lado, tem do meu, eu não fiz parte do governo que você chama de petrolão, você fez candidato, você foi ministro, eu não fui", respondeu o deputado estadual do PSOL, em referência ao período em que o adversário ocupou o Ministério da Pesca, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).


O embate entre os candidatos ocorreu quando Freixo atribuiu à campanha e a "aliados" de Crivella "uma chuva de mentiras e calúnias" divulgadas a respeito dele nesta semana e convidou o adversário a desmenti-las.

Com o início do segundo turno, ganharam força os ataques e compartilhamento de boatos contra os candidatos nas redes sociais. Entre eles, a relação tem sido cordial desde o começo da campanha.

Em outro momento, Crivella citou propostas de Freixo para criar novas secretarias e empresas públicas, lembrou a redução do orçamento da prefeitura em R$ 3 bilhões e questionou: "como encontrar recursos para aumentar ainda mais a máquina do governo municipal?".

Na resposta, o candidato do PSOL prometeu acabar com quadros comissionados --"essa é uma grande economia"-- e criticou uma proposta do adversário, lembrando uma ação do presidente Michel Temer (PMDB), apoiado por Crivella. "Você está anunciando que vai pegar a Secretaria de Cultura e transformar em Cultura, Esporte e Lazer, tudo numa secretaria só. Eu não acho boa ideia, Crivella [...] você está copiando um pouco o que o Temer ameaçou fazer, terminar secretaria não significa reduzir gastos necessariamente", declarou.


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