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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A escolha do campeão brasileiro Cuca

Juca Kfouri

Na entrevista após o jogo que valeu o título brasileiro ao Palmeiras pediram ao técnico Cuca que escolhesse o craque do campeonato.


“Só um?”, ele perguntou.

Para depois afirmar: “É do Palmeiras!”.

E escolher, sem escolher: “Difícil. Pode ser o Moisés, o Dudu, o Gabriel Jesus, o Tchê Tchê, o Jaílson”.

Cuca tem razão.

Poderia ter ainda incluído o zagueiro Mina.

O que dá a medida do quanto o título palmeirente tem de coletivo, fruto de elenco numeroso, equilibrado, seguro e valoroso.

Ao fim do Brasileirão, no domingo que vem, o Palmeiras terá liderado 29 das 38 rodadas do campeonato.

Alguma dúvida sobre os méritos do Palmeiras?

Ah, sim, há quem tenha.

Gente que não sabe perder e que não liga por passar ridículo.

A 37ª e penúltima rodada, ao faltar ainda o jogo entre Coritiba e Vitória, que deixa a torcida do Inter em suspense depois que Danilo Fernandes com duas defesas espetaculares e Valdívia com um gol maravilhoso, começado antes da intermediária colorada, garantiram o 1 a 0 ontem sobre o Cruzeiro que viu Robinho e Ábila perderem dois gols incríveis, teve 20 gols e quase 17 mil torcedores em média por jogo.

Isso porque se o Palmeiras bateu seu recorde em casa com 41 mil torcedores, Figueirense e Fluminense atraíram apenas 1.910 pagantes, menos que América e Sport, que levaram, 2.139 testemunhas ao Horto.

Até o Arruda recebeu pouca gente: só 2.227 pessoas viram o Santa Cruz golear os reservas do Grêmio — e Grafite marcar seu 13º gol, só um a menos que Fred, líder na artilharia.

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