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domingo, 26 de março de 2017

Poema de Raimunda Lucinda


Eu sonhei

ora eu te desenhei
com um lápis
com um azul da cor
dos céus
Pintei-te com o rosto
que tenho na memória
onde tem um pouco
da nossa história...
Mas pergunto-me
se és de verdade
ou mera fantasia...
Passado tanto tempo,
tantas horas e dias
em que o relógio
quebrado marca o nosso
último encontro,
traz-me as lembranças
e as lágrimas contidas
de uma alma solitária
que regou sentimentos
ultrapassados,
sem nexo
num mundo descomposto
de ternura e carinho verdadeiros...
Para mim, me pareces, mais alma
que corpo,
apesar de pintar-te
nem sei por que...
Imagino teus cabelos ao vento
trazendo um sorriso de balançar
meu coração de tal maneira
que penso estar a pleno mar
Tenho- te inteiramente ao meu gosto
não um ideal, mas o real
que a minha singela vontade
se faz como delineadora
da tua forma de ser...
Guardo-te, ora a sismar
volto a desenhar-te
e quase enlouqueço
quando vejo teus olhos
impressos no papel
e então, algo
cai sobre o desenho
e tudo se torna um
lindo borrão, são
lindas pérolas em forma
de lágrimas, que contem em si,
pedaços de sentimentos
que fazem meu coração
bater como se cá estivesses
e tomada pela emoção
desfaleço chamando teu nome
e passado um instante,
acordo e ouço ao longe,
um breve cantar de um bem te vi
tão solitário quanto eu ...
Ah, e o desenho teu ficou impresso
em mim...
Vejo teu sorriso que me alivia
a solidão que pesava sobre mim..
.
(24/03/2017)

Raimunda Lucinda Martins/Lu Martins

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