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domingo, 9 de agosto de 2015

Coluna do Jersan

DILMA EM SÃO LUÍS

Jersan Araújo


A presidente Dilma Rousseff (PT) está sendo esperada amanhã (10) em São Luís. Ela e sua equipe serão recebidas pelo governador Flávio Dino (PCdoB), prefeito Edvaldo Holanda (PTC) e outras autoridades. Durante a sua estada na capital maranhense, a presidente, que no momento enfrenta os menores índices de popularidade e de confiabilidade, fará a entrega de casas construídas pelo Programa Minha Casa Minha Vida e inaugurará o Terminal de Grãos do Maranhão (TEGRAM).
Da agenda, como não poderia deixar de ser, há espaço para conversa sobre a crise política instalada no país que poderá culminar com o fim do mando petista e a consequente ascensão do PMDB ao poder, com a posse do vice-presidente Michel Temer. O PSDB luta desesperadamente para que sejam realizadas novas eleições presidenciais no Brasil, no caso do impedimento de Dilma. É uma briga jurídica que, pela sua dimensão e controvérsias, tem tirado o sono de muita gente.
Não é bom para o país o PMDB, tido como o partido mais fisiologista, assumir as rédeas, dando espaço para velhas raposas da política brasileira como Zé Sarney, Fernando Collor (este do PTB), Renan Calheiros, Eduardo Cunha e o próprio Temer. Não seria, dessa forma, uma renovação, mas um retrocesso com esse quinteto à frente das decisões no âmbito da economia, da política e da moralidade pública tão necessária e almejada pela Nação.
A informação dando conta de que a Carta-Renúncia da presidente Dilma Rousseff estaria redigida soa boato, em que pese a fonte que “soltou a bomba” ser ligada ao Palácio do Planalto. Durante a sua passagem por São Luís, Rousseff deverá reafirmar que permanecerá à frente do Governo Federal (até quando, ninguém sabe).
O governador Flávio Dino e o prefeito Edvaldo Holanda deverão apresentar um quadro de dificuldades que enfrentam, respectivamente, nos governos estadual e municipal propondo encaminhamentos de projetos para a avaliação do governo federal, especialmente na área de infraestrutura.

REAÇÃO VIOLENTA

Não “pegou bem” para o governo a reação considerada violenta, pelas forças de segurança do estado, contra os manifestantes que protestaram a decisão da Justiça sobre a reintegração de posse de um terreno no município em Paço do Lumiar prejudicando centenas de famílias carentes. No movimento registrado na última quinta-feira (6), na Avenida Beira – Mar houve agressões físicas contra os participantes, por parte de policiais militares o que contraria os princípios de liberdade de manifestação tão comum no regime democrático. 

HORAS ALEGRES

Pela avaliação do Ministério da Educação, no interior do Maranhão, apenas três colégios constam da lista dos 20 (vinte) melhores: dois de Imperatriz e um de Santa Inês, o “Horas Alegres” dirigido pela proprietária, professora Tereza Cristina Vieira Alves. A média alcançada pela Escola Horas Alegres, de Santa Inês foi 558.45 pontos, segundo consta no sitio do MEC – Ministério de Educação e Cultura.

NO ATAQUE

A deputada Andréa Murad (PMDB) utiliza a estratégia da “melhor defesa é o ataque” e na semana passada foi enfática ao denunciar membros do atual governo de receberem propina, pela liberação de processos de pagamento. A deputada oposicionista tem sido protagonista de muitos debates na Assembléia Legislativa, ora defendendo o pai (ex-deputado Ricardo Murad), acusado de ter praticado irregularidades como gestor da Saúde Pública no governo de Roseana Sarney, ora denunciando supostos desmandos do atual governo.
A deputada peemedebista vem se revelando como a mais contundente opositora do governo de Flávio Dino (PCdoB) e, através de requerimentos, tem encaminhado “pedidos de informações” ao Palácio dos Leões, que, segundo ela, ainda não foram respondidos.

SOBRE A CPI

Na observação de analistas políticos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que teria como objetivo apurar possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde é desnecessária, inócua. As auditorias realizadas pelos órgãos competentes do Poder Executivo já teriam apurado tudo, isto é, já seria do conhecimento das autoridades governamentais, todas as ocorrências registradas naquela pasta, faltando, apenas, oficializar a denúncia ao Ministério Público, solicitando as providências cabíveis.
Por outro lado, as posições com relação à instalação da CPI são divergentes entre os próprios signatários do documento.

MINISTÉRIO

O Governo, o Congresso Nacional, o empresariado e a sociedade já assimilaram o tamanho da crise que o Brasil atravessa. Mas quando se anuncia a necessidade de cortar despesas e de aprovar o ajuste fiscal, que redundará em prejuízos aos trabalhares, que passaram a sofrer redução no seu poder de compra, com o índice inflacionário chegando à beira dos 10%, cobra-se da presidente Dilma Rousseff a redução no número de ministérios. Não é uma tarefa fácil porque os interesses políticos se sobrepõem às determinações do governo, principalmente, pela fragilidade de sua autoridade.
Cortar ministérios e demitir ministros é uma atitude que não agrada os políticos, principalmente àqueles autores de indicações para o cargo. Mas não é justo com a Nação, sacrificar-se os que trabalham e ganham pouco e manter 39 ministérios quando, segundo a opinião geral, 20 (vinte) dariam conta de atender as necessidades da administração do país. O corte nos gastos públicos contrariaria figuras proeminentes do mundo político que não ficam satisfeitas com pouca coisa. Querem tudo só para elas. É a ganância e o personalismo em alta, desafiando o bom senso.

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