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sábado, 17 de setembro de 2016

Armadilha política


Crônica do amanhecer

Hélcio Silva

Há uma esperança muito grande entre os aliados da candidatura do prefeito Edivaldo Junior de que ele vencerá as eleições logo no primeiro turno, renovando por mais quatro anos seu mandato de prefeito de São Luís.

Quando Junior foi eleito em 2012, apoiado por diferentes forças políticas, houve muito entusiasmo com esperança de que haveria realmente uma mudança no modo de governar. Creio até que seria esse o seu propósito, seu rumo.

Colhido o fruto, deparou-se com a raiz podre do atual sistema político brasileiro: a cobrança dos aliados. Essa prática ficou evidente na composição de sua equipe. Quem não sabe o que aconteceu? Quem não lembra?

Isso causou uma crise inicial com sucessivas mudanças de secretários por força de pressões que se faziam por interesses partidários e até por falta de qualidade de alguns apressadamente nomeados, colocando em dificuldade e risco a administração do município.

Houve uma sequência de erros e intrigas, o que levou o jovem prefeito a momentos de incertezas, sem saber o que fazer. O mais grave ocorria no setor da Saúde, o que nos faz lembrar, inclusive, umas maluquices na administração do Socorrão I.

Ocorreram perturbações políticas. O sistema nervoso do prefeito sentiu o peso do problema: terremotos aconteceram no Palácio de La Touche...

A pressão do coronel Holandão foi às alturas.

Dois anos de paralisação!

Roseana jogou os braços para ajudá-lo. Ele não aceitou. Educadamente, saiu de mansinho. Atendeu, com isso, os interesses políticos de Flávio Dino. A cidade sofreu.

Hoje, vejo 12 partidos apoiando Edivaldo Junior com os olhos voltados para seus interesses políticos: vão cobrar cargos e posições de destaque. É assim a política brasileira, infelizmente.

A política virou um jogo de vantagens, onde o mais importante não é o povo, não são as políticas públicas em benefício do município, não é um projeto político pela cidade; mas, sim, atendimento aos interesses de poucos.

Isso não é reservado para acontecer apenas em caso de uma possível reeleição de Edivaldo, mas uma armadilha para qualquer um: Wellington, Eliziane ou outra candidatura vitoriosa.

É um problema nacional.

O que o Brasil precisa hoje, para corrigir essas distorções, é de uma profunda e real reforma política, com o fim das coligações.

Bom dia... Até mais ver!

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