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domingo, 16 de outubro de 2016

Ban reafirma importância de Jerusalém para as três religiões monoteístas

Secretário-geral emitiu nota após Comissão da Unesco apreciar resolução citando sítios da Cidade Velha de Jerusalém, em 12 de outubro; documento foi apresentado por Argélia, Catar, Líbano, Marrocos, Omã e Sudão.

Monica Grayley, da Rádio ONU.

Ban Ki-moon.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, reafirmou a importância da Cidade Velha de Jerusalém e seus Muros para as três religiões monoteístas.
Em nota, Ban destacou o papel dos enlaces religiosos e históricos para muçulmanos, judeus e cristãos que têm ali locais considerados sagrados.

Alguns passos

Ele lembrou que a Mesquita Al Aqsa/Al-Haram al-Sharif, o templo sagrado dos islâmicos, é também chamada de Har HaBayit, ou Templo do Monte, cujos Muros Ocidentais são considerados o sítio mais sagrado do judaísmo. Eles ficam apenas a alguns passos do Santo Sepulcro e o Monte das Oliveiras, reverenciados pelos cristãos.
O chefe da ONU ressaltou que qualquer percepção ou ação de repudiar o que ele chamou de uma reverência comum e inegável destes locais não servem ao interesse da paz, e só levarão à violência e ao radicalismo. Ele também pediu ao todos os lados que mantenham o status quo em relação a todos os sítios sagrados na Cidade Velha de Jerusalém.
A declaração de Ban ocorre um dia após a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, votar uma resolução durante a 40ª. sessão do Comitê do Patrimônio Mundial sobre o tema.

Patrimônio Mundial

O documento sob o texto "Palestina Ocupada", esboço de decisão, foi submetido pelos seguintes países: Argélia, Catar, Líbano, Marrocos, Omã e Sudão, em 12 de outubro.
A diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, também emitiu um comunicado, afirmando já ter declarado "em diversas situações, e mais recentemente durante a 40ª. Sessão," que Jerusalém é sagrada para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Ela lembrou que a cidade foi inscrita na Lista de Patrimônio Mundial da Humanidade.
Segundo Bokova, o patrimônio em Jerusalém é indivisível. "Negar ou esconder qualquer uma destas tradições" só minam a integridade do sítio, declarou a diretora-geral da Unesco.
Ela lembrou ainda que para os judeus, Jerusalém é a capital do Rei Davi, onde Salomão construiu o seu templo e depositou a Arca da Aliança, como diz o livro sagrado dos judeus, a torá.
Já a mesma cidade é também conhecida por ser o local da paixão e ressurreição de Jesus Cristo para os cristãos, de acordo com a bíblia. E de acordo com o Corão, o livro dos islâmicos, Jerusalém é o terceiro local mais sagrado para os muçulmanos, por ter Maomé chegado ali após sua jornada de Meca.

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