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sábado, 27 de maio de 2017

Mais de uma criança morre por dia no Mediterrâneo tentando chegar à Itália

Na véspera do encontro dos líderes do G7 na Sicília, Unicef pede adoção de agenda de seis pontos para garantir a segurança dos refugiados; no ano passado, 26 mil crianças deixaram o norte da África rumo à Europa.


Ao longo de todo o ano de 2016, foram 26 mil menores de idade desacompanhados que atravessaram o mar rumo ao território italiano. Foto: Unicef/Ashley Gilbertson VII

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Levantamento do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, revela que pelo menos 200 crianças morreram desde janeiro no Mediterrâneo Central, considerada uma rota perigosa pela agência da ONU. Basicamente, mais de uma criança morta por dia tentando chegar à Itália.

Entre 1 de janeiro e 23 de maio, mais de 45 mil refugiados e migrantes saíram do norte da África e chegaram ao país europeu pelo mar, um aumento de 44% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Sem família

Esse total inclui 5,5 mil crianças desacompanhadas dos pais ou responsáveis, ou 92% de todos os menores de idade que chegaram à Itália pela rota do Mediterrâneo Central.
Ao longo de todo o ano de 2016, foram 26 mil menores de idade desacompanhados que atravessaram o mar rumo ao território

italiano.

Nesta quinta-feira, crianças, voluntários, guarda costeira italiana e representantes do Unicef fizeram uma cerimônia simbólica em Palermo, resgatando barcos de papel em homenagem às milhares de crianças que perderam a vida no Mediterrâneo.

Plano de Ação

A ação aconteceu na véspera do encontro dos líderes do G7 em Taormina, na Sicília. O Unicef pede aos representantes das sete maiores economias do mundo para adotarem um plano que garanta a segurança dos refugiados.

A agência da ONU tem uma agenda de seis pontos: proteger as crianças refugiadas da exploração e violência; acabar com a detenção dos menores que buscam refúgio; manter as famílias sempre juntas; garantir que essas crianças tenham acesso à educação e a serviços de saúde; pressionar por ações relacionadas às causas de grandes movimentos de refugiados e promover o combate à xenofobia, discriminação e marginalização.

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